sexta-feira, 27 de maio de 2016

 Mais um pequeno passo rumo ao Protocolo de Quioto.

 Esta foi a ultima modernização que tive o prazer de acompanhar, antes de ter deixado de trabalhar em Elevadores.




 Comando Miconic B da Schindler, da bateria de elevadores triplex, com um regulador de velocidade dinatron II, que foi substituído nesta modernização.

 Acompanhei o técnico comercial, o Fernando Sousa, na primeira reunião com os responsáveis do edifício, onde foi tratado todo o processo acerca da modernização que seria para fazer nos Elevadores.

 Na reunião foi-nos dito que o edifício iria ser remodelado de cima a baixo, o edifício ia ser adaptado para outros fins, ia ser ocupado por uma entidade pública de topo, e que por isso também os elevadores teriam que ser modernizados, e tinham que ficar com um funcionamento muito fiável.


 A modernização nos elevadores constaria do seguinte:

 ---A bateria de elevadores triplex, da torre principal é que seria sujeita a uma maior modernização, porque os elevadores estavam muito envelhecidos, nem sequer estavam a trabalhar já estavam desligados à bastante tempo, em segundo lugar porque era por esses elevadores que iriam circular as pessoas importantes que iriam ocupar o edifício.   

 ---Não nos foi apresentado nenhum caderno de encargos para esta modernização, estava aberto um concurso para todas as Empresas de Elevadores, e depois teriam que ser essas Empresas, a apresentar um orçamento para tudo o que entendessem que precisasse de ser modernizado.

 ---Portanto seriam as Empresas convidadas para este concurso, a decidir que tipo de modernização seria necessário fazer, essa modernização por exemplo poderia passar só por uma grande revisão aos elevadores, mas também poderia ser proposta a substituição Integral dos Elevadores.




 Os antigos Comandos Schindler "Miconic B".

 ---Foi-nos também dito que depois de receberem as propostas das várias Empresas, estas iriam ser analisadas pelo seu valor, e pela quantidade de trabalhos que cada uma das Empresas se propunha fazer na Modernização dos Elevadores para que estes ficassem em perfeito estado de funcionamento.


 ---Também nos disseram que não seria por a bateria de elevadores triplex, da torre principal ser da nossa Empresa, a Schindler que teríamos qualquer vantagem relativamente às outras Empresas que apresentassem proposta para esta Modernização, a nossa proposta seria tratada exactamente da mesma forma que a de todas as outras Empresas.

 ---Também nos disseram que numa primeira fase os elevadores teriam que ser postos em funcionamento com os comandos existentes, para ficarem a funcionar como Monta-Cargas de obras, durante todo o tempo que estivesse a decorrer a remodelação do Edifício. 




 Como se pode ver tanto os Elevadores como as Casa de Máquinas, estavam com muito mau aspecto.

 No fim da reunião lá fui eu com o Fernando Sousa pelas escadas acima, fomos fazer um levantamento completo do estado dos Elevadores, só a partir daí é que decidiríamos o que seria necessário modernizar.

 Começamos por ver primeiro os Elevadores Internos de serviço, que eram dois Monta-Cargas.

 Depois subimos mais uns pisos, e fomos para a Casa de Máquinas dos Elevadores principais, a Bateria Triplex, com a Velocidade Nominal de 1,6 m/s. 

 Embora os Elevadores desta Bateria Triplex, fossem da nossa Empresa a Schindler eu nunca tinha entrada neste Edifício, quando entrei na Casa de Máquinas fiquei de boca aberta por ver o estado a que os Elevadores tinham chegado, inclusive o Elevador do meio tinha a máquina, mas faltava o motor de tracção, conforme se pode ver abaixo. 




 A Casa de Máquinas da Bateria Triplex, como podemos ver até faltava o Motor no Elevador do meio.

 Mas confesso que quando entrei nesta Casa de Máquinas da Bateria Triplex, o que mais me impressionou foi ver aquelas enormes condutas por cima dos motores de tracção, não sei se seriam de exaustão ou de ventilação, mas o que elas queriam dizer é que o funcionamento dos elevadores devia originar a libertação de uma enorme quantidade de calor.

 A regulação de velocidade destes elevadores com o "Dinatron II", é feita por injecção de "DC" no enrolamento da pequena velocidade do motor, ou como nesta instalação a travagem é feita num segundo motor.






 Como podemos ver a tracção destes elevadores era feita por uma Máquina de Engrenagem, Senfim + Roda de Coroa, acoplado a um duplo Motor, em que um dos motores funcionava para Regulação de Velocidade, e o outro para travagem poe injecção de "DC".

 Este tipo de regulação por injecção de "DC", origina um grande aquecimento dos motores, e um grande desperdício de energia, por isso este tipo de regulação de velocidade já à muito tempo que foi abandonado. 




 Mas o Fernando Sousa deixou-me logo tranquilo, apesar de ser um jovem de 56 anos já tem uma larga experiência nesta área das Modernizações.  



 Digo que o Fernando Sousa me deixou logo tranquilo porque disse logo, Almeida aqui nesta bateria triplex sai tudo, não dá para aproveitar nada nesta Casa de Máquinas.

 Vamos substituir:

 --As Máquinas.

 --Os Limitadores de Velocidade.

 --Os Quadros de Comando.

 --Com os novos Comandos já vem toda a Instalação eléctrica, do poço, vem as botoneiras de Patamar, e também vamos modernizar as cabinas que estão muito envelhecidas.




 --Os Limitadores de Velocidade.



 ---As Portas Automáticas como já são "QKS9" são para manter, fazemos uma boa revisão às portas de cabina, às portas de patamar, e a tudo no poço dos elevadores, e eles ficam como novos.

 ---Depois fotografamos toda a instalação, tiramos as medidas exactas dos maciços, e das furações de passagem dos cabos de suspensão, fizemos uns croquis para que as novas máquinas apoiassem nos mesmos maciços, sem que estes tivessem de ser demolidos.

 ---E aconteceu tudo como o Fernando  Sousa previu, foi a nossa empresa quem ganhou o concurso para esta modernização nos elevadores, já durante a fase de obras acabei por saber que pelo menos uma das empresas que concorreu a este concurso, apresentou uma proposta para a substituição integral dos elevadores.  




 Foram montados novos quadros de comando triplex, Schindler, MX-GC.


 Esses novos quadros de comando MX-GC, foram montados exactamente no mesmo lugar em que estavam os antigos comandos Miconic B, que foram  substituídos.




 Os novos quadros de comando Schindler, mx-gc, triplex.

 A Modernização desta bateria de elevadores Triplex, constou do seguinte:

 ---Foi montado um novo comando triplex, Schindler, MX-GC.

 ---Foram montados novos quadros de alimentação individual para cada um dos Elevadores.

 ---Foram montadas "box's", para fazer interface com o sistema de Gestão do Edifício (BIB).

 ---Toda instalação eléctrica foi substituída, já faz parte do comando não ficou uma única linha da instalação antiga.

 ---Foram montadas novas Máquinas  Schindler Semi-Gearless, SGB-142, com suspensão diferencial de 2 para 1.

 ---A Regulação de Velocidade passou a ser por variação de frequência, com os novos conversores Schindler, VF33BR.

 ---Foram também montados novos Limitadores de Velocidade para 1,6 m/s. 




 Os novos quadros de alimentação de cada um dos elevadores desta bateria triplex, e as "box's" de Interface com a Gestão do Edifício (BIB).

 Com a Modernização feita nesta Bateria de elevadores triplex, devemos ter baixado o consumo de Energia para um valor substancialmente mais baixo, vejamos:

 ---A passagem da suspensão Cabina / Contrapeso, de tracção directa de 1 / 1, para suspensão diferencial de 2 / 1, implica que os motores de tracção passem a precisar só de metade da potência para andarem com a mesma carga.

 ---A Regulação de Velocidade dos Elevadores, passou a ser feita por Variação de Frequência (VVVF), o que quer dizer que as acelerações e desacelerações de velocidade são controlados, só é metida nos motores a quantidade de Energia necessária para esse efeito.

 ---Sempre que é necessário desacelerar o elevador, quer seja quando a cabina vai a subir, com menos de 50% da carga, ou quando vai a descer com mais de 50% da carga, e mesmo em todas as fases de transição de aceleração ou desaceleração, essas travagens são feitas pelo Conversor de Frequência.

 ---Mas sem recorrer a Energia da Rede, utiliza para o efeito um "Chopper de Travagem" interno, que dissipa a Energia que retira do Motor.

 ---No caso das desacelerações serem muito violentas, e a tensão interna do Conversor subir muito (DC-Link), essa Energia é dissipada numa resistência que é montada externamente ao conversor.


 ---Em algumas instalações de elevadores com cursos muito grandes, edifícios com muitos andares, essa Energia de Travagem em vez de ser dissipada nestas Resistências de Travagem externas, é tratada e pode voltar a ser metida na Rede.
 Já temos em Portugal algumas instalações onde temos montado este sistema, de voltar a meter a Energia de Travagem na Rede, mas como é um sistema caro a instalação tem mesmo que justificar o investimento.          



 A Casa de Máquinas da Bateria de Elevadores Triplex depois da Modernização.

  Vemos as novas Máquinas Schindler Semi-Gearless SGB-142, que poisaram direitinhas nos maciços existentes sem que fosse necessário a sua demolição, também podemos observar o bom aspecto com que ficou a Casa de Máquinas depois da Modernização.

 À uns tempos atrás fui até ao Porto e encontrei o técnico de manutenção, que ia a esta instalação, pedi-lhe para ir com ele ver a bateria triplex que foi modernizada, e lá estavam os 3 Elevadores a funcionar sem existir nem ruído, nem qualquer calor na Casa de Máquinas, sinal de que não estava a ser desperdiçada nenhuma energia em forma de calor.




 A Casa de Máquinas da Bateria de Elevadores Triplex depois da Modernização.

 Quem efectuou esta Modernização nos Elevadores deste Edifício foi o Zé Crespo, que faz parte da minha lista dos melhores e mais perfeitos montadores de elevadores, o supervisor da modernização foi o Rolando Pinto, e o técnico especialista foi o Jorge Coelho. 




 As novas Máquinas Schindler Semi-Gearless SGB-142, e os novos Conversores de Frequência Schindler VF33BR.



 As novas Máquinas Schindler Semi-Gearless SGB-142.



 As novas Máquinas Schindler Semi-Gearless SGB-142.



 Os novos Conversores de Frequência Schindler Vf33Br.



 Os novos Limitadores de Velocidade.



 A nova suspensão diferencial de 2 / 1, que nos diz que os motores só precisem de metade da potência para andarem com a mesma carga, além disso esta suspensão é feita por fitas, o que torna a Instalação muito silenciosa.



 As cabinas dos elevadores foram totalmente redecoradas, e foram montadas novas botoneiras de cabina Schindler MX-Basic, com display's dot-matrix, nesta fotografia a botoneira ainda está com o revestimento de protecção.



 As novas botoneiras de cabina Schindler MX-Basic, com display's dot-matrix, nesta fotografia a botoneira ainda está com o revestimento de protecção.



 As novas botoneiras de cabina Schindler MX-Basic, com display's dot-matrix, nesta fotografia a botoneira ainda está com o revestimento de protecção.

 Nos patamares desta bateria de elevadores triplex modernizados, foram montadas novas botoneiras Schindler MX-Basic, com display's dot-matrix, nesta fotografia a botoneira de patamar também ainda está com o revestimento de protecção.

 Nos patamares desta bateria de elevadores triplex modernizados, foram montadas novas botoneiras Schindler MX-Basic, com display's dot-matrix, nesta fotografia a botoneira de patamar também ainda está com o revestimento de protecção.

 Conheço este Fernando Sousa de que falo acima à mais de 30 anos, conheço-o desde os anos 80, desde o tempo em que ele ainda trabalhava na empresa Pinto & Cruz, na Rua da Telheira, já o acompanhei a muitas reuniões como esta neste edifício, onde acabamos por ganhar o concurso para a modernização.

 Já acompanhei o Fernando Sousa muitas vezes, e já fui com ele a reuniões que foram bastante caricatas, como estas duas que vou contar a seguir, (pedi ao Fernando Sousa para fazer esta publicação).

 Como ele me autorizou vou então contar uma dessas reuniões caricatas, onde acompanhei o Fernando Sousa a uma reunião foi num edifício perto da Praça dos Poveiros no Porto.

 Então a coisa foi mais ou menos assim:

 ---Um dia liga-me o Zé Lima, que também é montador de elevadores, e diz-me para ligar para um arquitecto seu amigo que era responsável por um edifício perto da Praça dos Poveiros no Porto, porque ele estava muito desagradado com a empresa que fazia lá a manutenção no elevador.

 ---Segundo ele o Elevador estava sempre a avariar, fazia muitos ruídos, enfim deu-me um rol de queixas, diz-me que a manutenção é feita por outra empresa, mas pergunta se eu poderia ir lá ver, ou arranjar alguém para ver se dava para fazer algo pelo elevador.

 ---Falei com o Fernando Sousa, e contei-lhe a conversa que tve com o Zé Lima, sobre este elevador perto da Praça dos Poveiros, e dei-lhe o contacto do Arquitecto.

 ---Passados uns dias o Fernando Sousa pede-me para ir com ele à instalação, para vermos o que conseguia-mos fazer no elevador, e diz-me que também iria estar lá o tal Arquitecto amigo do Zé Lima, para falar-mos com ele.

 ---No dia marcado lá fomos, já não me lembro porquê mas acabamos por ir no carro do Jorge Coelho, acho que depois ainda tínhamos que ir a outra instalação, metemos o carro no parque da Praça dos Poveiros.

 ---Fomos para o edifício que era mesmo ao lado e o Arquitecto já estava à nossa espera.

 ---E para não variar, quando chegamos ao edifício o Elevador estava avariado, estava no Limite Inferior, lá tivemos que pegar na ferramenta e subir pelas escadas acima, até à casa de máquinas, subimos o elevador à mão e voltamos pó-lo a funcionar, mas depois foi necessário afinar o travão.

 ---Fizemos um levantamento completo do estado do elevador, desde o tecto da casa de máquinas até ao fundo do poço, a instalação estava toda muito degradada, ficamos todos com as mãos cheias de óleo, o formulário de dados que preenchemos ficou todo sujo com óleo.

 ---Apontamos tudo o que era necessário fazer para que o elevador fica-se com um bom funcionamento.

 ---Depois de tudo analisado e apontado no formulário de dados, o Fernando Sousa vira-se para o Arquitecto com aquele tom de voz a que eu chamo, de amigo não engana amigo, e diz-lhe:

 ---Sr. Arquitecto então é assim, você pinta a casa de máquinas para não haver problema com a vistoria, mas se quiser também podemos ser nós a pintá-la, e para que o elevador fique a funcionar como novo, eu vou dar-lhe um orçamento para o seguinte:

 ---Aqui na casa de máquinas temos que montar um novo quadro de alimentação, porque este não é regulamentar.

 ---Temos que montar uma nova iluminação para garantir 200 lux em toda a casa de máquinas.

 ---Vamos mudar o comando do elevador, metemos um novo comando BX, com novas botoneiras de cabina e de patamar.

 ---Fazemos um embelezamento da cabina, e montamos um novo tecto falso com lampadas de led.

 ---Fazemos uma boa revisão à máquina, aos encravamentos das portas de patamar, e a tudo no poço, e o elevador fica como novo.

 Saímos da casa de máquinas, viemos para baixo, despedi-mo-nos do Arquitecto na entrada do edifício, aí o Arquitecto vira-se para o Fernando Sousa e diz-lhe: 

 ---Não se esqueça de me enviar rapidamente a proposta para fazer a reparação no elevador.

 ---O Fernando Sousa disse-lhe logo, esteja descansado se chegar cedo ao escritório, ainda lhe envio a proposta hoje, senão amanhã sem falta o Sr. Arquitecto tem a proposta no seu "email".

 Passado uns dias o Fernando Sousa passou por mim e disse-me:

 ---Olha aquilo do Arquitecto da Praça dos Poveiros já esta resolvido, o Arquitecto passou o contrato de manutenção para a nossa Empresa, e já me enviou a adjudicação para fazer-mos a modernização no elevador.

 ---Quem efectuou a modernização desse elevador perto da Praça dos Poveiros no Porto, foi o Jorge Silva de Valongo.

 E agora vou contar uma segunda reunião caricata e engraçada, onde também acompanhei o Fernando Sousa.

 O Fernando Sousa pediu-me para o acompanhar a uma reunião em Vila Nova de Gaia, para uma possível modernização em dois elevadores de uma outra marca que não a Schindler.

 ---Tal como nas duas situações anteriores também neste edifício nos foi adjudicada a modernização dos elevadores.

 ---A Administração deste edifício em Gaia era feita por uma Senhora, que foi quem sempre nos recebeu desde a primeira reunião, ela ganhou tal confiança com o Fernando Sousa, que sempre que íamos ao edifício para falar sobre qualquer assunto, ela recebia-nos em casa dela e fazia-mos a reunião na mesa da sala.

 ---Mas o mais engraçado que acontecia nesta instalação, é que todas as pessoas que trabalharam nesta modernização, tinham que diariamente ao chegar ao edifício, ver se a Senhora estava e toda a gente tinha que a cumprimentar com 2 beijinhos, toda a gente tinha que fazer este ritual com a senhora, desde os montadores, o Zé Crespo, o Zé Laranjeira, o Alecrim, e até o Supervisor que era o Cabral, todos achavam muita graça a esta situação.

 E prontus acabei, se alguém vier a ler esta publicação peço desculpa pelo seu tamanho, mas como trabalhei durante 43 anos em elevadores, e foram muitas as modernizações que tive o prazer de acompanhar já começo a sentir algumas saudades.

 Fernando Almeida

segunda-feira, 11 de abril de 2016

 Ruca o gato siamês.

 É este o Ruca, o protagonista desta história. 

 A história verdadeira da vida do gatinho Ruca começa assim, como tantas outras:


 Era uma vez um lindo gatinho Siamês, a que deram o nome de Ruca.

 O Ruca talvez ainda seja descendente de alguma linhagem de gatos pertencentes à Nobreza, uma vez que foi adoptado na Cidade de Guimarães, que é a Cidade berço da nossa Nação.

 Quando foi adoptado o Ruca foi morar para uma casa na cidade de Valongo, e passou a viver sozinho sem outro ser da mesma espécie com quem pudesse brincar. 


 O protagonista desta história, o Ruca.

 Quando foi adoptado o Ruca foi morar para uma casa na cidade de Valongo, e passou a viver sozinho sem outro ser da mesma espécie com quem pudesse brincar. 


 O Bobi era  um dos amigos do Ruca, mas não brincava com ele.

 O Bobi era  um dos amigos do Ruca.

 Outra amiga do Ruca era a Bóbia, mas também esta não brincava com ele.

 A Bóbia, além de não brincar com o Ruca, andava sempre toda suja pois o seu principal passatempo era escavar buracos no jardim.

 A cadela Bóbia.

 De início quando o Ruca veio morar para Valongo, como a casa era junto a uma estrada muito movimentada, estava proibido de sair de casa, mas ao fim de algum tempo lá começou a sair, e ia brincar para os jardins da sua nova casa.



 Jardins da nova casa do Ruca, para onde ele gostava de ir brincar.



 Jardins da nova casa do Ruca, para onde ele gostava de ir brincar.



 Jardins da nova casa do Ruca, para onde ele gostava de ir brincar.



 Jardins da nova casa do Ruca, para onde ele gostava de ir brincar.

 Ao Ruca não faltavam locais onde brincar, mas ele continuava a não ter companhia de mais nenhum ser da sua espécie, só tinha mesmo o Bobi e a Bóbia. 



 Um dos locais preferidos do Ruca era ficar na  varanda, a ver os carros a passar.



 Lá está o Ruca na varanda a ver os carros a passar.



 Outra das coisas de que o Ruca também gostava muito, era de se deitar neste muro a dormir uma soneca ao Sol.



Lá está o Ruca no muro a dormir uma soneca ao Sol.

 Mas o que o Ruca continuava a não ter na sua casa nova um ser da sua espécie com quem pudesse brincar, até que num belo dia uma Bruxa Má veio acabar com a bela vidinha de solteirão, que o Ruca tinha levado até aí.

 Então o que é que essa Bruxa Má, que não lhe posso chamar outra coisa faz, atira um gato por cima do muro da casa do Ruca, hora acontece que o muro da casa do Ruca tem 2 metros de altura.




 Foi por cima deste muro da casa do Ruca, que tem 2 metros de altura que a Bruxa Má atirou o gato, ele caiu nos degraus que se vêem atrás, portanto deve ter voado pelos ares mais de 5 metros. 

 A Bruxa Má atirou o desgraçado do gato com tal violência por cima do muro, que ele foi aterrar em cima dos degraus da escada, e ficou com um lábio rachado e com uma perna fracturada, mas mesmo ferido conseguiu fugir e foi esconder-se no meio das plantas do jardim da casa do Ruca, e ninguém conseguia que ele saí-se de lá.

 O gato lá continuou escondido no meio das plantas do jardim, mas estava de tal modo assustado que até ficava com medo com o barulho dos carros a passarem na rua, ainda hoje tem medo de carros, se calhar a Bruxa Má ia a passar de carro quando o atirou.




 Foi este o gato que a Bruxa Má atirou por cima do muro da casa do Ruca.

 A dona do Ruca todos os dias ia tratar do gato, pois ele não saía do local onde se escondeu no meio das plantas do jardim.

 Manteve-se por lá mais de 2 semanas, sem se levantar, mal se levantava para comer, estava tão ferido que comia deitado, mas depois lá acabou por se levantar, e ganhou confiança com todas as pessoas que trataram dele durante a convalescença. 

 Mais tarde o filho da dona do Ruca, que é especialista em gataria, veio a descobrir que aquele gatinho que estava só pele e osso afinal não era um gato, era uma gata, então deram-lhe o nome de Riscas.

 A partir do aparecimento da Riscas, o Ruca já passou a ter um ser da sua espécie para brincar e tornaram-se inseparáveis.




 Cá estão o Ruca e a Riscas, a dormir uma soneca, eles tornaram-se inseparáveis começaram a andar sempre juntos, davam-se muito bem.



 O Ruca e a Riscas, a dormir uma soneca.

 A gata Riscas continuou a viver na casa do Ruca, mas sempre com medo até de olhar para a rua, foi engordando até que começou a ganhar uma barriga um bocado anormal, será que está grávida?

 Desconfiamos será que o Ruca que não está esterilizado andou a fazer asneiras, foi certinho a gatinha um belo dia deu à Luz.

 Mas a Riscas não deu à Luz um, nem dois, mas sim oito bonitos gatinhos, e como prova de quem era o pai um dos gatos era Siamês, portanto o Ruca era mesmo o Pai, só nascem gatos Siameses se pelo menos um dos progenitores for Siamês.




 A gatinha Riscas a dar de mamar aos seus oito filhos.



 A gatinha Riscas a dar de mamar aos seus oito filhos.

 Com mais ou menos dificuldade todos os oito gatos sobreviveram, uma vez que a mãe a Riscas, talvez por ser muito nova, muito cedo deixou de os amamentar.

 Mas os oito gatinhos filhos da Riscas tiveram uma Fada Madrinha que tomou muito bem conta deles, porque a mãe, a Riscas talvez por ser muito nova cedo os abandonou. 




 Cá está a Fada Madrinha, que muito contribuiu para que todos os 8 gatinhos tivessem sobrevivido.

 A gata Riscas deixou mesmo de gostar dos filhos, quando passava por eles bufava-lhes, se calhar por ficar grávida muito nova, ainda hoje não os suporta, se algum passar por ela leva logo uma bufadela.




 A Fada Madrinha com os 8 gatinhos.  

 A partir do nascimento dos oito filhos da Riscas, o Ruca nunca mais teve um momento de sossego, a sua vida de solteirão sem qualquer responsabilidade tinha acabado.    



 Cá está o Ruca a olhar para aquela Gataria toda e a pensar, mas eu é que sou o Pai.



 O Ruca a olhar para aquela gataria toda, deve estar a pensar, mas eu é que sou o Pai, até parece que está a pedir socorro.







 O Ruca a olhar para aquela gataria toda, deve estar a pensar, mas eu é que sou o Pai, até parece que está a pedir socorro.

 O Ruca a pensar, mas eu é que sou o pai desta gataria toda, mas só um é que é parecido comigo, só me acredito que sou pai dos outros com um teste de ADN.

 E entretanto o que é que aconteceu a esta Gataria toda, porque eram logo 8 Gatos e a dona do Ruca queria ficar com eles todos.

 A dona do Ruca, ficou com a gata Riscas que a Bruxa Má lhe atirou para o Jardim, e com três gatas da ninhada de oito que são filhas da Riscas.




 São estas as três gatas que a dona do Ruca ficou, uma delas é muito parecida com a mãe a Riscas, e deu-lhes os nomes de Mia, Xana e Dora.

 Portanto a dona do Ruca, de um gato passou a ter 5, ficou com o Ruca, a gata Riscas e com três filhas dela.




 A Mia, Xana e Dora, filhas da gata Riscas.



 A Mia, a Xana e a Dora, no seu sítio preferido que é estarem à Janela a ver os carros a passar.


 O filho da dona do Ruca, o tal que é especialista em gataria, que também já tinha uma gata Siamesa, a Niquita, ficou com uma gata desta ninhada de 8, e deu-lhe o nome de Borbota, porque como ela tem o pelo muito grande tem tendência a ganhar muito borboto.




 Cá esta a Borbota, a gata que o filho da dona do Ruca adoptou.



 O filho da dona do Ruca já tinha esta gata Siameza, que como vemos ficou a dar-se muito bem com a Borbota, aqui estão as duas lado a lado a aquecer-se na lareira.



 A Borbota e a Niquita vão sair ao dono, pois já andam de volta do PC.



 A Borbota e a Niquita, as gatas do filho da dona do Ruca dão-se lindamente, parecem irmãs. 

 A filha da dona do Ruca, que também já tinha uma gata a Princesa, ficou com dois gatos da ninhada de 8, ficou com o gato Siamês, que foi o único dos 8 gatos que saiu ao pai, e é a prova de que o Ruca é que é o Pai.




 Aqui estão os 2 gatos filhos da gata Riscas, que a filha da dona do Ruca adoptou.

 A filha da dona do Ruca deu o nome de Kiko ao gato Siamês, que é o único gato que saiu ao pai, e deu o nome de Tigre, ao outro gato que saiu mais ao lado da mãe, também é tigrado.




 Cá estão novamente agora já com 6 meses, o Kiko que é o único gato que saiu Siamês como o Pai, e o Tigre que saiu mais ao lado da Mãe, para mim o Tigre tornou-se o gato mais bonito dos oito irmãos.



 O Tigre já com 6 meses, tornou-se o gato mais bonito dos oito irmãos.



 O Kiko, o único gato Siamês parecido com o pai, já com 6 meses de idade.



 A Princesa, que era a única gata que a filha da dona do Ruca tinha antes de adoptar o Kiko e o Tigre.



 A filha da dona do Ruca passou então a ter 3 gatos, e todos se ficaram a dar bem, já tinha a gata Princesa que me faz lembrar a vaquinha da Milka, o Kiko que é o único gato que saiu Siamês como o Pai, e o Tigre que saiu mais ao lado da mãe.

 Só um dos oito gatos foi dado a uma pessoa que eu não conheço, portanto foi o único gato que ficou fora da família, a este gato perdi-lhe o rasto por isso não ponho aqui nenhuma foto, espero que esteja bem como os seus 7 irmãos. 

 Eu como já tinha uma gata, adoptei um gato a que dei o nome de Kizua, quem escolheu o gato para eu ficar foi o filho da dona do Ruca, o tal que é especialista em gataria, pois eu tinha medo que se adopta-se outra gata, que pudessem ficar a dar-se mal.




 O meu gato, o Kizúa que é filho do Ruca e da Riscas.

 Mas quando pensei que ao adoptar um gato ele ficaria a dar-se bem com a gata que já tinha, enganei-me redondamente, a minha gata a Pipinha não pode ver o Kizua, só o simples cruzarem-se dá confusão.




 O meu gato o Kizúa, e a minha gata a Pipinha ainda no tempo em que se davam bem.

 O gato Kizúa e a gata Pipinha durante algum tempo ainda se deram bem, até dormiam um ao lado do outro, mas não foi foi por muito tempo, os tempos de paz aqui em casa estavam para acabar.




 O meu gato o Kizúa e a minha gata a Pipinha, no tempo em ainda se davam bem.



 Quando o gato Kizúa atingiu a idade adulta foi esterilizado, para não acontecer o mesmo que aconteceu com os pais dele.



 Mas os tempos de paz cá em casa estavam prestes a acabar o gato Kizúa ainda com a gola da esterilização começou a atirar-se à Pipinha, os tempos de paz acabaram definitivamente.



 O gato Kizua gosta muito de se sentar neste pedestal.

 Mas tenho que confessar toda a gente em minha casa gosta muito do Kizua mas ele faz a vida negra à gata Pipinha, nem sequer se podem cruzar, sempre que passam um pelo outro à bufamento.




 A gata Pipinha também gosta muito de se sentar neste pedestal.



 Em algumas ocasiões sem se aperceberem até se conseguem deitar os dois no pedestal.

 Conclusão: à noite para se conseguir ter sossego cá em casa, e para não haver nenhuma reclamação  do condomínio por causa do barulho, o Kizua, e a Pipinha ficam em partes separadas da casa, cada um tem o seu sítio onde comer e a sua caixa de areia para fazer as necessidades.

 A minha gata, a Pipinha já tem mais de 10 anos, e sempre viveu sozinha, ninguém excepto os de casa lhe conseguem por a mão, se alguém de fora lhe tenta por a mão fica logo todo arranhado.

 Se alguém se deu ao trabalho de ler esta minha história verdadeira, sobre o Ruca o gato Siamês, vou pôr aqui duas peças para Gataria que eu engendrei, e das quais tanto o Kizua, como a Pipinha gostam muito.

 É um móvel para Gataria, que tem em baixo uma casa para dormir no Inverno, e em cima um sofá para se deitarem ao Sol no Verão.




 Para fazer este móvel comprei uma casa para gatos em forma de cubo, depois mandei fazer um cubo em madeira pintada de preto com as medidas interiores da casa que tinha comprado, depois arranjei um sofá para Gataria que colei em cima do cubo de madeira.

 Depois também resolvi fazer dois comedouros para Gataria.




 A outra peça que também fiz, é este comedouro para Gataria, comprei os 2 reservatórios um para comida e outro para água, depois arranjei um bocado de "mdf" e fiz um encaixe para os comedouros ficarem presos, lixei-os e pintei-os de preto e cá estão eles.

 Esta publicação foi feita em Março de 2016, e uma vez que aconteceram alterações significativas com parte dos intervenientes desta minha narrativa, resolvi fazer uma actualização.

 Todos os intervenientes desta narrativa passaram bem o primeiro ano de vida, e para comemorar o primeiro aniversário tiramos uma fotografia para ficar para a posteridade a cada um dos oito gatos filhos do Ruca e da Riscas.




 Ano de 2017 - A gata Xana, que é um dos oito filhos do Ruca e da Riscas, na festa do seu primeiro aniversário.



 Ano de 2017 - A gata Dora, que é um dos oito filhos do Ruca e da Riscas, na festa do seu primeiro aniversário.



 Ano de 2017 - A gata Mia, que é um dos oito filhos do Ruca e da Riscas, na festa do seu primeiro aniversário.



 Ano de 2017 - O gato Kiko, que é um dos oito filhos do Ruca e da Riscas, na festa do seu primeiro aniversário.



 Ano de 2017 - O gato Tigre, que é um dos oito filhos do Ruca e da Riscas, na festa do seu primeiro aniversário.



 Ano de 2017 - O meu gato o Kizúa, que é um dos oito filhos do Ruca e da Riscas, na festa do seu primeiro aniversário. 



 Ano de 2017 - A gata Borbota, que é um dos oito filhos do Ruca e da Riscas, na festa do seu primeiro aniversário. 



 Ano de 2017 - E já agora a minha gata a Pipinha, agora com 12 anos, que como habita na casa do Kizúa também foi à festa de aniversário.

 Mas infelizmente 4 dos intervenientes desta narrativa sobre o Ruca o gato Siamês, já não estão entre nós.

 Pouco depois do nascimento dos 8 filhos, o Ruca com aquela gataria toda em casa começou a tornar-se muito vadio, começou a passar dias inteiros fora, até que desapareceu e passados alguns dias foi encontrado morto no jardim de uma casa vizinha, com sinais de envenenamento.

 Pouco tempo depois o cão Bobi também ficou doente, e apesar de ter ido várias vezes ao veterinário acabou por falecer.

 Depois a seguir foi a cadela Bóbia, durante alguns dias deixou de sair da casota e também acabou por falecer.

 Pouco tempo depois foi o gato Tigre que sofreu um grave acidente do qual não resistiu, e também faleceu.

 A gata Borbota também já pregou um grande susto ao filho da dona do Ruca, pois esteve desaparecida durante mais de uma semana, mas foi procurada incansavelmente, e acabaram por encontrá-la bastante longe da casa.

 Mas em minha casa o Kizúa transformou-se num gato enorme, a veterinária até diz que ele está pré-obeso pois já pesa 7 Kg, mas cada vez se parece mais com o pai o Ruca.




 2019 - O meu gato o Kizúa, está cada vez mais parecido com o pai o Ruca o gato Siamês.



 Ano de 2019 - O gato Kizúa está cada vez mais parecido com o pai o Ruca, mas este Kizúa consegue adormecer nas posições mais estranhas que se passam imaginar.



 Ano de 2019 - mas às vezes o Kizúa também consegue deitar-se com estilo.



 Ano de 2019 - o Kizúa está cada vez mais parecidi com o pai o Ruca, o gato Siamês, e tal como o pai também está enorme.



 E para terminar uma fotografia do Ruca, o gato Siamês mais bonito que eu já conheci, mas felizmente tenho o Kizúa, que apesar de não ser Siamês, é muito parecido com o pai.

 Fernando Almeida