Um passeio por Vila Viçosa, que é conhecida como a sede da Casa de Bragança.
Quando li o livro Equador do Miguel Sousa Tavares já à muitos anos, fiquei com vontade de visitar os locais que ele descreve no livro.
A trama do livro passa-se em Lisboa, Vila Viçosa, São Tomé e
Príncipe, e noutros outros, gostava de visitar todos estes lugares, para ver com os meus olhos os cenários descritos no livro.
Lisboa já conheço, porque já lá fui muitas vezes, ir até São Tomé e Príncipe, não estou bem a ver se ainda farei essa visita.
Mas este ano resolvi
cumprir pelo menos uma parte da promessa, e fui até Vila Viçosa para visitar o Palácio Ducal, onde segundo diz no livro o Rei Dom Carlos e a família passavam longos períodos.
Então lá viemos nós por aí abaixo até ao Alentejo, até Vila Viçosa.
Logo que chegamos fomos directos ao hotel para deixar
as malas, e tivemos logo uma agradável surpresa, porque ficamos na
Pousada D. João IV, que faz parte das Pousadas de Portugal.
Da janela do nosso quarto, que era numa cela do antigo convento até dava para ver o Palácio Ducal.
Digo que para nós ficar nesta pousada foi
uma agradável surpresa, porque foi o meu filho quem fez a reserva, e nós nem
sequer sabia-mos onde iamos ficar.
A Pousada D. João IV, ou Pousada Convento de Vila Viçosa ocupa as antigas instalações do Real Convento das Chagas de Cristo, que já existe desde o inicio do Século XVI.
O Real Convento das Chagas de Cristo foi mandado construir por D. Jaime, 4º Duque de Bragança, no ano de 1514.
O objectivo da construção deste convento era para ele servir como Panteão para a família da
Casa de Bragança, e também para acolher as filhas solteiras da Nobreza.
Mas mais tarde, no de 1535 este convento foi
entregue às Monjas Clarissas, que para aqui se mudaram vindas de Beja.
A Pousada D. João IV, ou Pousada Convento de Vila Viçosa.
As obras de transformação do convento numa pousada, foram feitas preservando as
referências da época em que o edifício ainda era um convento, com o objectivo de transportar os hóspedes ao ambiente da época.
Todas as Celas, os Oratórios, os Claustros e os Retiros, foram mantidos tal como eram no tempo em
que o edifício ainda era um Convento.
Os quartos de dormir e as casas de banho,
são nas antigas celas das monjas.
Em algumas paredes ainda tem partes das
pinturas originais.
Todas as salas de estar, jantar, de
pequeno almoço nos fazem lembrar que estamos nas instalações de um antigo
convento.
A sala de jantar.
A sala de pequenos almoços.
Depois de temos percorrido os
corredores e as muitas escadarias da pousada, fomos visitar o Paço Ducal.
A edificação deste Paço Ducal de Vila
Viçosa foi iniciada no ano de 1501, por ordem de D. Jaime, que era o 4º Duque
de Bragança.
Mas as obras que deram ao Palácio a grandeza e a beleza que hoje ele tem, ainda se prolongaram pelos Séculos XVI e XVII.
A fachada do Palácio Ducal tem 110 metros de comprimento totalmente revestido a mármore, o que o faz ter projecção nacional e internacional.
Depois da sua conclusão ele passou a ser residência permanente da nobreza nacional.
Mas em 1640 com a ascensão da Casa de Bragança ao trono de Portugal, o palácio perdeu importância, e passou a ser apenas mais um dos muitos palácios espalhados pelo reino.
Mas os réis D. Luís, e D. Carlos foram sempre visitas muito frequentes deste palácio.
Mais tarde, em meados do Século XIX foram feitas importantes obras de requalificação do palácio, para lhe darem maior conforto durante as estadias da Família Real.
Foi aqui neste palácio que o Rei D. Carlos passou a sua última noite de vida, foi daqui que ele partiu para Lisboa, onde foi assassinado, no que ficou conhecido como o Regicídio.
Com a implantação da Republica o palácio acabou por ser encerrado.
Mas depois na década de 1940, por vontade deixada em testamento por D. Manuel II, o palácio voltou a reabrir as suas portas, após a criação da Fundação da Casa de Bragança.
Na visita ao palácio podem ser admirados os muitos frescos e azulejos, que revestem as suas paredes, os tectos são em formato de caixotão, pintados com retratos de Reis, batalhas e muitos outros motivos.
O palácio tem várias lareiras revestidas a mármore, no palácio ainda existem as antigas louças de servir, e nas cozinhas como veremos ainda tem os antigos utensílios em cobre.
O Palácio tem muitas salas, todas com importantes colecções de pinturas, de esculturas, de tapeçarias, de mobiliário e de ourivesaria.
E pelo que ouvi na portaria, aqui no palácio ainda estão guardadas muitas das vestes da Rainha Dona Amélia de Orleães, mulher do Rei D. Carlos I, que foi a última Rainha de Portugal.
A visita ao palácio é muito interessante, porque é uma visita guiada, e a guia ou é formada em história, ou então conhece muito bem a história de Portugal, do palácio, e da dinastia da família da Casa de Bragança.
E agora vou pôr algumas fotografias da nossa visita ao palácio.
No tecto da escadaria que dá acesso ao segundo piso do palácio, tem uma magnifica pintura e ao centro tem o Brasão da Casa de Bragança.
Nas paredes tem pinturas com cenas de batalhas.
Toda a gente fica a admirar as pinturas com as cenas de batalhas.
A admirar as pinturas com as cenas de batalhas.
A admirar as pinturas com as cenas de batalhas.
O palácio tem muitas salas todas em linha, tem um corredor na frente por onde circulavam os nobres, e tem outro corredor atrás por onde circulavam os serviçais.
Vemos toda a gente a olhar para tudo com muita atenção, porque conforme íamos percorrendo as salas a nossa guia ia descrevendo tudo o que estávamos a ver.
Falava dos quadros e dizia qual a sua origem, falava das tapeçarias, falava das pinturas que existiam nos caixotões dos tectos, etc.
Por exemplo nesta sala temos estes enormes quadros com o Rei D. Carlos I, e o seu filho.
Sala com muito mobiliário, muitos quadros, tapeçarias, e o tecto com os caixotões todo com pinturas.
Toda a gente a olhar para tudo com muita atenção, porque conforme íamos percorrendo as salas a nossa guia ia descrevendo tudo o que estávamos a ver.
Nesta sala tem este enorme quadro com o Rei D. Carlos I, montado a cavalo num campo de batalha à frente das suas tropas.
Mais uma sala com magnificas tapeçarias e tapetes, vemos os caixotões do tecto todo preenchido co pinturas.
Nesta sala tem esta bonita tapeçaria com motivos orientais.
Esta é a sala de banquetes, com o seu riquíssimo serviço de mesa dourado, aqui nesta sala a guia deu uma explicação mais pormenorizada.
Com a mesa toda aberta, os banquetes aqui servidos podiam ter até 50 convidados.
No tempo do Rei D. Carlos, os banquetes aqui servidos tinham sempre 7 pratos variados, o menu era composto por pratos típicos portugueses e franceses, uma vez que a esposa do Rei, a rainha Dona Amélia de Orleães era Francesa.
Agora passamos numa sala de leitura.
Mais uma vez vemos toda a gente a olhar com muita atenção, porque conforme íamos percorrendo as salas a nossa guia ia descrevendo tudo o que estávamos a ver.
Mais uma vez vemos toda a gente a olhar com muita atenção, porque conforme íamos percorrendo as salas a nossa guia ia descrevendo tudo o que estávamos a ver.
Um dos quarto de dormir.
Este devia ser o quarto de dormir da Rainha, porque tinha uns berços para crianças.
No palácio ainda existem as louças de servir à mesa.
Já estava estava a ficar desanimado porque pensava que não íamos ver as cozinhas.
Mas fomos mesmo por fazer uma visita às cozinhas, com os seus bonitos utensílios em cobre.
E cá estamos nós nas cozinhas, com os seus utensílios em cobre.
Nas cozinhas do Palácio de Vila Viçosa, com os seus utensílios em cobre.
Nas cozinhas do Palácio de Vila Viçosa, com os seus utensílios em cobre.
Nas cozinhas do Palácio de Vila Viçosa, com os seus utensílios em cobre.
Nas cozinhas do Palácio de Vila Viçosa, com os seus utensílios em cobre.
Nas cozinhas do Palácio de Vila Viçosa com os seus utensílios em cobre.
As janelas da frente do palácio são viradas o Terreiro do Paço, e as janelas das traseiras dão para os jardins do palácio.
Numa das janelas das traseiras que dão para ver os jardins do palácio.
Janelas das traseiras que dão para ver os jardins do palácio.
Janelas das traseiras que dão para ver os jardins do palácio.
Jardins do palácio de Vila Viçosa.
Jardins do palácio de Vila Viçosa.
Saímos do palácio e fomos para o Castelo medieval de Vila Viçosa, que deve ser um dos castelos mais antigos de Portugal.
E cá estamos nós já na frente do Castelo de Vila Viçosa.
No interior do Castelo junto a uma das
torres.
A toda a volta do Castelo tem um fosso que
tem perto de 5 metros de profundidade, o acesso às portas do castelo são
todas feitas por pontes levadiças.
Agora estamos junto do fosso, que como
vemos está protegido por um gradeamento metálico.
O enorme fosso existente a toda a volta do
castelo.
Agora estamos junto de uma das portas com Ponte levadiça que dão acesso ao interior do castelo.
O acesso às portas do castelo são feitas por Pontes Levadiças.
Vamos agora sair do castelo para continuar a visita a Vila Viçosa.
Vamos agora sair do castelo, vamos descer a Avenida da Republica.
Vamos agora sair do castelo, vamos descer a Avenida da Republica e vamos visitar a Igreja Matriz de São Bartolomeu de Vila Viçosa.
Saímos da Igreja e fomos ver a Estação ferroviária de Vila Viçosa.
A estação ferroviária de Vila Viçosa entrou ao serviço no ano de 1905, e foi encerrada em 1990, sendo depois convertida no Museu Agrícola e Etnográfico de de Vila Viçosa.
A estação tem vários painéis de azulejo, que retratam temas tradicionais da Região Alentejana e cenas da Restauração da Republica.
A partir da inauguração da estação ferroviária em 1905, as viagens da família Real para Vila Vila Viçosa, começaram a ser mais agradáveis, porque já podiam vir directos de Lisboa até aqui no Comboio Real.
A Estação ferroviária de Vila Viçosa, que actualmente é o Museu Agrícola Etnográfico.
A Estação ferroviária de Vila Viçosa com os seus painéis de azulejos.
A Estação ferroviária de Vila Viçosa
A Estação ferroviária de Vila Viçosa.
A Estação ferroviária de Vila Viçosa.
Algumas fotografias do Comboio Real, em que a família Real começou a viajar quando vinha para Vila Viçosa (nenhuma destas fotografias é da minha autoria).
As carruagens do Comboio Real, que continuo a dizer é o comboio mais bonito do mundo.
O Comboio Real.
Interiores das carruagens do Comboio Real.
Interiores das carruagens do Comboio Real.
Interiores das carruagens do Comboio Real.
E agora depois deste grande e extenuante passeio por Vila Viçosa, vamos jantar que bem merecemos.













