sexta-feira, 2 de outubro de 2026

 Um passeio por Vila Viçosa, a terra dos Duques de Bragança.



 Já li o livro Equador do Miguel Sousa Tavares à muitos anos, mas fiquei com muita vontade de visitar todos os locais que ele tão bem descreve no livro.

 O trama do livro passa-se em Lisboa, Vila Viçosa, São Tomé e Príncipe, e outros, gostava de visitar todos estes lugares, para ver com os meus olhos os cenários que o Miguel descreve no livro. 

 Lisboa conheço, porque já lá fui muitas vezes, quanto a ir até São Tomé e Príncipe, não estou bem a ver se ainda farei essa visita.

 Por isso este ano resolvi cumprir pelo menos uma parte da promessa, e fui até Vila Viçosa para visitar o Palácio Ducal, onde segundo diz no livro o Rei Dom Carlos e a família passeavam em Vila Viçosa.



 Demorei mais de vinte anos a concretizar esta minha vontade, mas este ano lá fomos nós por aí abaixo até ao Alentejo, fomos directos a Vila Viçosa.

 Logo que chegamos fomos directos ao hotel para deixar as malas, e tivemos logo uma agradável surpresa, porque ficamos na  Pousada D. João IV, que faz parte das Pousadas de Portugal.



 Era esta a vista da janela do nosso quarto, que era numa cela do antigo convento, dava para ver o Palácio Ducal e a Praça em frente.  

 Digo que para nós ficar nesta pousada foi uma agradável surpresa, porque foi o meu filho quem fez a reserva e nós nem sequer sabia-mos onde iamos ficar.



 A Pousada D. João IV, ou Pousada Convento de Vila Viçosa ocupa as antigas instalações do Real Convento das Chagas de Cristo, que já existe desde o inicio do Século XVI.



 O Real Convento das Chagas de Cristo foi mandado construir por D. Jaime, 4º Duque de Bragança, no ano de 1514.

 O objectivo quando D. Jaime mandou construir este convento, era para ele servir como Panteão para a família da Casa de Bragança, e para acolher as filhas solteiras da Nobreza.

 Mas mais tarde, no de 1535 este convento foi entregue às Monjas Clarissas, que para aqui se mudaram vindas de Beja. 



 A Pousada D. João IV, ou Pousada Convento de Vila Viçosa, que agora aqui está instalada fez todas as obras preservando todas as referências da época em que o edifício ainda era um convento, com o objectivo de transportar os hóspedes ao ambiente da época.



 Todas as Celas, os Oratórios, os Claustros e os Retiros, foram mantidos tal como eram no tempo em que o edifício ainda era um Convento.



 Os quartos de dormir e as casas de banho, são nas antigas celas das monjas.



 Em algumas paredes ainda tem partes das pinturas originais.



 Todas as salas de estar, jantar, de pequeno almoço nos fazem lembrar que estamos nas instalações de um antigo convento.



 A sala de jantar.



 A sala de pequenos almoços.



 Depois de temos percorrido os corredores e as muitas escadarias da pousada, fomos visitar o Paço Ducal.

 A edificação deste Paço Ducal de Vila Viçosa foi iniciada no ano de 1501, por ordem de D. Jaime, que era o 4º Duque de Bragança.

 Mas as obras que deram ao Palácio a grandeza e a beleza que hoje ele tem, prolongaram-se ainda pelos Séculos XVI e XVII.

 A fachada do Palácio Ducal tem 110 metros e está totalmente revestido a mármore, o que o torna único e faz que tenha projecção nacional e internacional.

 Depois da sua conclusão ele passou a ser residência permanente da nobreza nacional, mas em 1640 com a ascensão da Casa de Bragança ao trono de Portugal, ele perdeu importância, e passou a ser apenas mais um dos muitos palácios espalhados pelo reino.

 Mas os réis D. Luís e D. Carlos foram sempre visitas muito frequentes deste palácio.

 Mais tarde, em meados do Século XIX foram feitas obras de requalificação do palácio, para lhe darem maior conforto durante as estadias da Família Real.

 Foi aqui neste palácio que o Rei D. Carlos passou a sua última noite de vida, foi daqui que ele partiu para Lisboa, onde foi assassinado, no que ficou conhecido como o Regicídio.

 Com a implantação da Republica o palácio acabou por ser encerrado, mas depois na década de 1940, por vontade deixada em testamento por D. Manuel II, o palácio voltou a reabrir as suas portas, após a criação da Fundação da Casa de Bragança.

 Na visita ao palácio podemos admirar os frescos e azulejos que revestem as suas paredes, os tectos são em formato de caixotão, pintados com retratos de Reis, batalhas e muitos outros motivos.

 O palácio tem várias lareiras todas revestidas a mármore, no palácio ainda existem as antigas louças de servir, e nas suas cozinhas como veremos mais à frente, ainda tem todos os antigos utensílios em cobre.

 O Palácio tem muitas salas todas com importantes colecções de pinturas, de esculturas, de tapeçarias, de mobiliário e de ourivesaria.



 E por uma conversa que ouvi na portaria, aqui no palácio ainda estão guardadas muitas das vestes da Rainha Dona Amélia de Orleães, mulher do Rei D. Carlos I, que foi a última Rainha de Portugal.

 A visita ao palácio é muito interessante, é uma visita guiada, e a guia ou é formada em história, ou conhece muito bem a história de Portugal, do palácio, e da dinastia da família da Casa de Bragança.

 E agora vou pôr algumas fotografias da nossa visita ao palácio.



 No tecto da escadaria que dá acesso ao segundo piso do palácio, tem uma magnifica pintura e ao centro tem o Brasão da Casa de Bragança.



 Nas paredes tem pinturas com cenas de batalhas.



 Toda a gente fica a admirar as pinturas com as cenas de batalhas.



 Toda a gente fica a admirar as pinturas com as cenas de batalhas.



 Toda a gente fica a admirar as pinturas com as cenas de batalhas.

 O palácio é composto por muitas salas em linha, tem um corredor na frente por onde circulavam os nobres, e tem outro corredor atrás com portas por onde circulavam os serviçais.



 Vemos toda a gente a olhar para tudo com muita atenção, porque conforme íamos percorrendo as salas a nossa guia ia descrevendo tudo o que estávamos a ver.

 Falava dos quadros e dizia qual a sua origem, falava das tapeçarias, falava das pinturas que existiam nos caixotões dos tectos, etc.    



 Por exemplo nesta sala temos estes enormes quadros com o Rei D. Carlos I, e o seu filho.



 Uma magnifica sala com muito mobiliário, com muitos quadros, tapeçarias, e o tecto com os caixotões todo com pinturas. 



 Toda a gente a olhar para tudo com muita atenção, porque conforme íamos percorrendo as salas a nossa guia ia descrevendo tudo o que estávamos a ver.



 Nesta sala temos um enorme quadro com o Rei D. Carlos I montado a cavalo, num campo de batalha à frente das suas tropas. 



 Mais uma sala com magnificas tapeçarias e tapetes, vemos os caixotões do tecto todo preenchido co pinturas. 



 Nesta sala tem esta bonita tapeçaria com motivos orientais.



 Esta é a sala de banquetes, com o seu riquíssimo serviço de mesa dourado, aqui nesta sala a guia deu uma explicação mais pormenorizada, que passo a reportar.

 Com a mesa toda aberta os banquetes aqui servidos podiam ter até 50 convidados.

 Nos banquetes no tempo do Rei D. Carlos eram servidos 7 pratos variados, de peixe e de carnes, nos banquetes o menu servido era composto por pratos típicos portugueses e franceses, uma vez que a esposa do Rei, a rainha Dona Amélia de Orleães era Francesa. 



 Agora passamos numa sala de leitura. 



 Mais uma vez vemos toda a gente a olhar com muita atenção, porque conforme íamos percorrendo as salas a nossa guia ia descrevendo tudo o que estávamos a ver.



 Mais uma vez vemos toda a gente a olhar com muita atenção, porque conforme íamos percorrendo as salas a nossa guia ia descrevendo tudo o que estávamos a ver.



 Um dos quarto de dormir.



 Este devia ser o quarto de dormir da Rainha, porque tinha uns berços para crianças.



 No palácio ainda existem as louças de servir à mesa.

 Já estava estava a ficar uma bocado desanimado porque pensava que não íamos ver as cozinhas.

 Mas acabamos mesmo por fazer uma visita às cozinhas, com os seus bonitos utensílios em cobre.



 E cá estamos nas cozinhas, com os seus bonitos utensílios em cobre.



 As cozinhas do Palácio de Vila Viçosa, com os seus bonitos utensílios em cobre.



 As cozinhas do Palácio de Vila Viçosa, com os seus bonitos utensílios em cobre.



As cozinhas do Palácio de Vila Viçosa, com os seus bonitos utensílios em cobre.



 As cozinhas do Palácio de Vila Viçosa, com os seus bonitos utensílios em cobre.



 As cozinhas do Palácio de Vila Viçosa, com os seus bonitos utensílios em cobre.

 As janelas da parte da frente do palácio são todas viradas o Terreiro da Paço de Vila Viçosa, as janelas das traseiras dão para ver os jardins do palácio.



 Agora estamos numa das janelas das traseiras, que dão para ver os jardins do palácio.



 Ainda nas janelas das traseiras, que dão para ver os jardins do palácio.

 Ainda nas janelas das traseiras, que dão para ver os jardins do palácio.         


 Os jardins do palácio de Vila Viçosa. 



 Os jardins do palácio de Vila Viçosa.

 Saímos do palácio e fomos directos para o Castelo medieval de Vila Viçosa, que deve ser um dos castelos mais antigos de Portugal.



 O Castelo medieval de Vila Viçosa.

 Por alguns artefatos e lápides que por aqui foram encontradas, acredita-se que neste local já existissem construções desde a ocupação romana à Península Ibérica, uma vez que aqui próximo passava a estrada romana que ligava de Évora a Mérida.

 Mas o início da construção do Castelo conforme o conhecemos hoje, terá começado durante o reinado de D. Afonso III, que reinou de 1248 até 1279, e foi este Rei quem atribuiu a Carta de Foral a Vila Viçosa, no dia 5 de Junho de 1270.

 E terá sido a partir da atribuição da Carta do Foral no ano de 1270, que terá sido iniciada a construção do Castelo de Vila Viçosa, mas a sua conclusão só veio a acontecer já no Reinado de D. Dinis, filho de D. Afonso III, e que lhe sucedeu como Rei.

 Foi também no reinado de D. Dinis que foi erguido o Cercado da Vila.

 Mais tarde no Reinado de D. Fernando, 1367/1383, foram efectuadas importantes obras de melhoramento no Castelo e nas fortificações de Vila Viçosa.

 E agora vou pôr algumas fotografias da nossa visita ao Castelo de Vila Viçosa.

 E cá estamos nós já na frente do Castelo de Vila Viçosa.


 Na frente do Castelo de Vila Viçosa.

 No interior do Castelo junto a uma das torres.

 A toda a volta do Castelo tem um fosso que tem perto de 5 metros de profundidade, o acesso às portas do castelo são todas feitas por pontes levadiças.

 Agora estamos junto do fosso, que como vemos está bem protegido por um gradeamento metálico.

 O enorme fosso existente a toda a volta do castelo.

 Agora estamos junto de uma das portas com Ponte levadiça que dão acesso ao interior do castelo.



 O acesso às portas do castelo são todas feitas por Pontes Levadiças.


 Ainda no interior do castelo.

 Vamos agora sair do castelo para continuar a visita a Vila Viçosa.



 Vamos sair do castelo.



 Vamos agora sair do castelo, vamos descer a Avenida da Republica.



 Vamos agora sair do castelo, vamos descer a Avenida da Republica e vamos visitar a Igreja Matriz de São Bartolomeu de Vila Viçosa.

 Saímos da Igreja e fomos para a Estação ferroviária de Vila Viçosa.

 A estação ferroviária de Vila Viçosa entrou ao serviço no ano de 1905, e foi encerrada no ano de 1990, sendo depois convertida no Museu Agrícola e Etnográfico de de Vila Viçosa.

 A estação tem vários painéis de azulejo, que retratam temas tradicionais da Região Alentejana e cenas da Restauração da Republica.



 A partir da inauguração da estação ferroviária em 1905, as viagens da família Real para as suas estadias no Palácio de Vila Vila Viçosa, devem ter-se tornado bastante mais agradáveis, porque passaram a vir no Comboio Real directos de Lisboa até aqui.



 A Estação ferroviária de Vila Viçosa, que actualmente é o Museu Agrícula etnográfico.



 A Estação ferroviária de Vila Viçosa com os seus painéis de azulejos.



 A Estação ferroviária de Vila Viçosa



 A Estação ferroviária de Vila Viçosa.



 A Estação ferroviária de Vila Viçosa.

 A seguir por nostalgia vou pôr algumas fotografias do Comboio Real, em que a comitiva Real vinha até aqui a Vila Viçosa.

 Para mim este Comboio Real é o mais bonito do mundo.

 As carruagens do Comboio Real.

 As carruagens do Comboio Real.

 O interior das carruagens do Comboio Real.

 O interior das carruagens do Comboio Real.

 O interior das carruagens do Comboio Real.

 E depois deste grande e extenuante passeio por Vila Viçosa, vamos jantar que bem merecemos.    


 E foi assim o nosso jantar.

 E pronto, foi assim o nosso passeio por Vila Viçosa.

 Fernando Almeida