terça-feira, 27 de abril de 2021

 O Sanatório do Mont'Alto em Valongo.



 O estado actual do Sanatório do Mont'Alto.



 A inauguração do Sanatório foi grandiosa, prolongou-se por 2 dias, 20 e 21 de Dezembro de 1958.

 O Sanatório foi inaugurado no ano de 1958, e esteve em actividade até 1975 acolhendo numerosos pacientes vitimas de tuberculose, muitos desses pacientes terão morrido aqui neste local.

 Neste sanatório chegaram a estar internadas mais de 350 pessoas em simultâneo, apesar da lotação inicial do sanatório prever apenas 50 camas. 



 O Sanatório de Valongo também é conhecido como sanatório do Mont'Alto, como o próprio nome indica fica no cume do monte,  na fronteira entre Valongo e Gondomar.

 O que me levou a fazer esta publicação, foi uma caminhada que fiz por um dos muitos trilhos que existem nos montes que rodeiam Valongo.

 A caminhada começou na Capela da Nossa Senhora das Chans, e terminou no Sanatório do Mont'Alto, por isso resolvi fazer-lhe uma visita, a minha esposa que me acompanhou, mal viu o estado de degradação do Sanatório disse logo que não entrava, por isso tive que fazer a visita sozinho.

 Foi a segunda vez que entrei neste edifício do Sanatório, apesar de passar e de olhar para ele várias vezes por semana.

 A primeira vez que lá entrei já foi à mais de 60 anos, devia ter os meus 5 ou 6 anos, mas ainda me lembro dessa visita, o Sanatório tinha sido inaugurado à pouco, ainda estava tudo a cheirar a novo.

 Fui com os meus Pais e a minha irmã, e apesar de já se terem passado mais de 60 anos, tanto eu como a minha irmã ainda nos lembramos do café onde fomos lanchar nesse dia, e o mais engraçado é que ambos nos lembramos do que constou o lanche.

 Quando fiz essa primeira visita que deve ter sido por volta de 1960, como ainda era criança fiquei com uma ideia errada do tamanho do Sanatório.

 Durante muitos anos pensei que o Sanatório era enorme, que era maior do que o Hospital de São João, que por acaso também tinha visitado pouco tempo antes com o meu pai, com o tio Abílio, e com o tio Vasco, só muitos anos mais tarde me apercebi de que o Hospital de São João é gigantesco comparado com o Sanatório do Mont'Alto, enfim olhos de criança.  

 Após o encerramento definitivo em 1975 o Sanatório ficou abandonado, e começou a ser pilhado e vandalizado, foi mesmo alvo de vários incêndios, de tal modo que actualmente é um autêntico esqueleto, que segundo alguns relatos durante a noite é assombrado por fantasmas. 

 Como veremos nas fotografias que porei mais à frente, do antigo Sanatório só existe o esqueleto do edifício, não existe uma única peça de louça nas casas de banho, nem nas cozinhas, não existe um único taco do chão dos salões, nem nenhum fio das instalações eléctricas.

 Não vou ser ingénuo, e dizer que ao longo dos tempos não fui ouvindo dizer que o sanatório tinha sido assaltado e incendiado várias vezes, mas nunca liguei, nem nunca me dei ao trabalho de ir lá ver.

 Dos 2 elevadores que funcionavam nesta caixa no meio da escadaria principal, só existe mesmo o poço.

 Como podemos ver na fotografia acima, pela distância entre pilares em tijolo, vemos que o elevador do lado esquerdo tinha a porta mais larga, devia funcionar como Monta-cargas, e o do lado direito seria um Ascensor.

 Como se pode ver dos 2 elevadores que funcionavam no meio desta escadaria, só ficaram algumas fixações das guias ainda com os grampos.

 Destes 2 Monta-Pratos que serviam para levar a alimentação da cozinha para os vários andares, como também podemos ver desapareceu tudo.

 Aqui nestes Monta-Pratos é que não deixaram nada, nem uma fixação das guias, nem uma das portas de guilhotina, nem um único fio, nem uma botoneira de chamada e de envio, não existe nada, só existe mesmo o poço, que tal como os Ascensor também funcionavam entre a Cave, o piso térreo, e depois iam ao 1º, 2º, e 3º Andar. 

 Mas mais à frente porei fotografias com mais pormenor, do estado actual do edifício do antigo Sanatório do Mont'Alto.

 Actualmente o Sanatório do Mont'Alto está abandonado, mas tornou-se um local muito popular para os amantes de paintball, os meus colegas de trabalho da Schindler já fizeram lá uma sessão, eu também fui convidado mas não fui.

 Mas o esqueleto do antigo Sanatório do Mont'Alto cada vez é mais visitado, de modo que tem dias que parece uma autêntica romaria de pessoas a circular entre a Capela da Senhora das Chans e o Sanatório, até acho que agora são mais as pessoas que o visitam do que quando ele ainda estava no activo.

 Da altura em que o Sanatório ainda estava em funcionamento, existem estas 4 fotografias do Arquivo Histórico de Valongo. 

 Fotografia do Arquivo Histórico de Valongo, do tempo em que o sanatório ainda estava em funcionamento, vemos 3 enfermeiras na frente do Sanatório. 



 Outra fotografia do Arquivo Histórico de Valongo, onde vemos 4 enfermeiras no interior do Sanatório, acho que conheço a segunda e a quarta enfermeira a começar da esquerda. 



 Outra fotografia do Arquivo Histórico de Valongo, tirada na entrada principal do sanatório, vemos um Padre na frente de uma procissão, com algumas enfermeiras a transportar aos ombros um andor com um Santo protector. 

 Fotografia do Arquivo Histórico de Valongo, do tempo em que o sanatório ainda estava em funcionamento

 Não vou dizer que não fico feliz por actualmente não ser necessário que exista nenhum Sanatório no País, mas em 1958 quando ele entrou ao serviço era mesmo necessário, e o local escolhido para a sua construção não podia ser o mais indicado.

 A construção do Sanatório mesmo no cume da encosta do Mont'Alto, deu-lhe umas vistas soberbas sobre a cidade do Porto, e está livre de qualquer poluição, ali só se respira mesmo o ar puro dos Montes.

 E como costumo dizer, o Sanatório do Mont'Alto foi construído mesmo no olho do furacão.

 Pois ficou exactamente a meio do caminho entre Valongo e São Pedro da Cova, que na altura em 1958, tinham das maiores explorações Mineiras do País, e por isso eram dois grandes focos da Silicose e da Tuberculose, que tantas vidas ceifou nas duas localidades.



 Valongo 1958, as Minas do Galinheiro eram as maiores minas de extracção de Ardózia, só nestas minas chegaram a trabalhar mais de 300 mineiros, ficavam na zona onde actualmente está o Continente e a Biblioteca de Valongo.

 Em memória destas que foram as maiores Minas de Ardózia de Valongo foram preservados uma Lança e uma das Máquinas de Elevação, que agora foram montadas na rotunda, exactamente no local onde existiram as Minas.

 Uma das antigas Lanças de Elevação das Minas do Galinheiro, que foram preservadas e foram montadas nesta rotunda, junto ao Continente e à Biblioteca de Valongo, no mesmo local onde existiram as Minas.

 Na mesma rotunda junto ao Continente e à Biblioteca de Valongo, no local onde existiram as Minas do Galinheiro também foi montada uma das antigas Máquinas de Elevação das Minas, infelizmente como podemos ver o Motor de Tracção já desapareceu, mas deixaram a correia de transmissão.

 A Lança e uma das Máquinas de Elevação das antigas Minas do Galinheiro, na rotunda junto ao Continente.



 As antigas Minas de Ardózia da Sociedade Louzífera do Outeiro.



 Outra fotografia também das Minas de Ardózia, da Sociedade Louzífera do Outeiro.



 As Pedreiras da Companhia Nova que ficavam no Lugar da Azenha, onde actualmente estão as oficinas da Câmara.



 As antigas Minas da Louseira da Rabila que pertenciam ao avô do Dr. João Loureiro, ficavam logo a seguir ao bairro das Pedreiras, ainda antes da Linha do Comboio.



 Outra fotografia da Louseira da Rabila, onde vemos o avô do Dr. João Loureiro e alguns funcionários.

 A aprovação para lavra subterrânea da Louseira da Rabila, foi publicado no Diário do Governo nº 290/1937, Série I de 14 de Dezembro de 1937.

· Decreto nº 28272 435864

· O Ministério do Comércio e Indústria, e a Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos, aprova o plano de lavra subterrânea da Louseira denominada Rabila, situada na freguesia de S. Mamede de Valongo no concelho de Valongo.

 Mas quando foi inaugurado o Sanatório no ano de 1958, existiam mais de vinte Minas de extracção de Ardósia em Laboração, e em cada uma delas trabalhavam largas dezenas de Mineiros, por exemplo nas minas do Galinheiro trabalhavam mais de 300 Mineiros.

 No ano de 1936 estavam inscritos no Sindicato dos Operários Mineiros de Lousas de Valongo, mais de 1400 Mineiros. 

 Mas em 1958, para além das mais de 20 Minas de Ardósia, também ainda estavam em laboração algumas minas de extracção de Minérios Nobres, como o Antimónio, o Ouro, a Prata e o Volfrâmio.

 Como a Mina do Ribeiro d'Igreja, a Mina de Valle d'Achas, a Mina do Outeiro do Linho, a Mina dos Lagueirões, a Mina do Scherech.

 Noutros tempos, em Valongo existiram as maiores explorações de metais nobres do País.



 Fotografia das antigas Minas de Antimónio do Ribeiro da Igreja.


 Fotografia das antigas Minas de Antimónio de Val d'Achas.


 Documento apresentado para exploração das Minas do Ribeiro d'Igreja e de Val d'Achas, é de Dezembro de 1877, mas já existem relatos de exploração destas minas desde o tempo dos romanos.

 Posso mesmo dizer que em Valongo no ano de 1958, poucas seriam as famílias que não tivessem alguém que não tenha sido vítima da tuberculose, na minha família directa posso apontar 3 vítimas dessa doença maldita.  

 Para complicar ainda mais o trabalho no Sanatório do Mont’Alto, no lado contrário de Valongo, sensivelmente à mesma distância, ficavam as maiores Minas de Carvão que existiram em Portugal, eram as Minas de Carvão de São Pedro da Cova.

 Estas Minas de São Pedro da Cova estiveram em actividade de 1795 até 1970, e chegaram a ter mais de 1800 funcionários.



 As Minas de carvão em São Pedro da Cova.

 Estas minas eram outro grande foco da Silicose, e da Tuberculose.



 As antigas minas de carvão de São Pedro da Cova.



 A torre do elevador do Poço de São Vicente, das minas de carvão de São Pedro da Cova.



 A torre do elevador do Poço de São Vicente, das minas de carvão de São Pedro da Cova.





 2021 - O Cavalete do Elevador do Poço de São Vicente, das antigas Minas de São Pedro da Cova ainda cá está, assim como alguns dos edifícios das Minas, tenho muita pena que toda esta zona não seja considerada como património histórico, em memória das muitas vitimas que provocaram.

 Mas agora vou deixar para trás estas coisas tristes do tempo em que o Sanatório ainda estava em funcionamento, e vou voltar para a actualidade que comparada com esses tempos sombrios, é bem mais airosa.

 Vou agora mostrar como foi a caminhada que nos levou desde a Ermida da Nossa Senhora das Chans, até ao Sanatório do Mont'Alto, passando por um antigo Moinho de Vento.

 Existem duas formas de chegar ao antigo Sanatório do Mont'Alto, uma é por aqui pela en209, que liga Valongo a São Pedro da Cova, e a Gondomar, a entrada para o sanatório fica mesmo em cima da fronteira entre os Concelhos de Valongo e Gondomar.







 A estrada de acesso ao Sanatório do Mont'Alto, fica aqui mesmo em cima da fronteira entre os Concelhos de Valongo e Gondomar.

 Parei o carro neste parque na entrada da estrada que dá acesso ao Sanatório, também dá para levar o carro até junto do Sanatório, mas não é aconselhável porque é uma estrada florestal.




 Seguimos pela estrada que vai da en209 até ao Sanatório.

 A estrada de acesso ao Sanatório.








 Na estrada de acesso ao Sanatório, se olharmos para o lado esquerdo vemos as cidades de Gaia e do Porto.

 Lá ao fundo já começamos a ver o Sanatório.

 Já estamos quase no Sanatório.









 Pelo meio da vegetação já vemos o esqueleto do antigo Sanatório do Mont'Alto.

 O esqueleto do antigo Sanatório do Mont'Alto.

 O esqueleto do antigo Sanatório do Mont'Alto.

 Agora vamos sair daqui desta zona do Sanatório, e vamos para a Ermida da Senhora das Chans, e vamos fazer o percurso pedonal a partir de lá.

 Agora vamos a Ermida da Senhora das Chans

 Para chegar de carro até ao parque que fica junto à Ermida da Senhora das Chans, vamos pela en15, saímos na rotunda da Fonte da Senhora em direcção à fábrica de Biscoitos do Diogo, depois seguimos pela Rua Nossa Sra. dos Chãos até à capela.



 A rotunda da Fonte da Senhora, onde existem umas esculturas em homenagem aos padeiros e às vendedoras de pão de Valongo.

 Saímos nesta rotunda, seguimos pela rua em frente até à fábrica de Biscoitos do Diogo, e depois vamos pela Rua Nossa Sra. dos Chãos até lá acima à capela.

 A Rua Nossa Sra. dos Chãos, que vai até lá acima até à capela.

 Do cimo da Rua Nossa Sra. dos Chãos conseguimos ver Valongo lá em baixo.

 Junto da Ermida da Senhora das Chans existe um bom parque de estacionamento.

 No parque de estacionamento junto da Ermida da Senhora das Chans.

 A Ermida da Senhora das Chans.

 Como podemos ver esta Ermida da Nossa Senhora das Chans é do Século XVII, está quase a fazer 400 anos.

 A cidade de Valongo vista do cume do Mont'Alto.



 E agora vamos sair daqui da Ermida da Senhora das Chans, e vamos seguir pelo trilho que nos vai levar até ao Sanatório.

 O trilho que nos vai levar até ao Sanatório.

 No trilho que nos vai levar até ao Sanatório.

 Se olharmos para o lado direito vemos a cidade do Porto.

 Foi aqui nesta encosta do Mont'Alto com vista para a cidade do Porto, que durante a Revolução Liberal o rei Dom Miguel acampou com as suas tropas quando fez o cerco à cidade.

 No trilho de acesso entre a Ermida e o Sanatório, se olharmos para a esquerda vemos lá em baixo a cidade de Valongo.



 Agora estamos a passar por um trilho que vai para o lado da Capela da Santa Justa.

 Lá ao fundo vemos Valongo.

 Lá ao fundo vemos Valongo.

 No trilho a caminho do Sanatório.

 Sensivelmente a meio do caminho entre a Ermida e o Sanatório, passamos por este antigo Moinho de Vento.

 Quase a chegar ao Moinho de Vento.


 Quase a chegar ao Moinho de Vento.



 A chegar ao Moinho de Vento.

 A porta de entrada deste antigo Moinho de Vento.



 No interior do antigo Moinho de Vento.



 No interior do antigo Moinho de Vento.



 Saímos do Moinho de Vento e seguimos pelo trilho a caminho do Sanatório.



 Continuamos a ver Valongo lá ao fundo, e aqui já começamos a ter algumas casas na encosta do Vale.



 Valongo lá ao fundo,

 E finalmente chegamos ao Sanatório do Mont'Alto, agora vou fazer uma visita aos vários edifícios que faziam parte do Sanatório, como a Capela exterior, o posto de transformação, o edifício da Escola e os depósitos de água.

 E para terminar este meu passeio, vou visitar o interior do antigo Sanatório, e vamos poder ver que apesar de tudo estar em ruínas não deixa de ter a sua beleza.



 Já vemos lá em baixo o Sanatório do Mont'Alto, a Capela exterior, o posto de transformação e o depósito de água.



 O Sanatório e a Capela exterior.



 Aqui no lado esquerdo mesmo no topo do monte existe uma cisterna, que acho devia ser um depósito de água.



 Vou lá acima ver o que é.



 Vou lá acima ver o que é.



 Vou lá acima ver o que é.



 E como imaginava este edifício devia ser um segundo depósito de água.



 E novamente Valongo lá ao fundo.



 Agora vamos visitar a Capela exterior do Sanatório.



 A Capela exterior do Sanatório.



 A Capela exterior do Sanatório.



 A chegar à Capela exterior do Sanatório.



 A Capela exterior do Sanatório.



 A Capela exterior do Sanatório.



 Como está o interior da Capela exterior do Sanatório.



 Como está o interior da Capela exterior do Sanatório.



 Como está o interior da Capela exterior do Sanatório.



 Como está o interior da Capela exterior do Sanatório.



 Como está o interior da Capela exterior do Sanatório.



 O posto de transformação do Sanatório do Mont'Alto.



 O edifício da escola do Sanatório do Mont'Alto.



 No interior do edifício da escola existem várias salas, e muitos outros compartimentos com dimensões mais reduzidas.



 No interior do edifício da escola.



 No interior do edifício da escola.



 Esta escola tinha dois pisos, podemos ver as escadas para subir para o piso de cima.



 Ainda no interior do edifício da escola.



 No lado direito do edifício da Escola temos outro depósito de água.



 Agora estou junto do segundo depósito de água do Sanatório.



 Ali em baixo parcialmente coberto pela vegetação, vemos o enorme edifício da lavandaria.



 Agora vou para a entrada do Sanatório, e a partir daqui vou fazer a visita sem companhia, pois a minha companheira quando viu o estado do esqueleto do Sanatório disse logo que não entrava.



 A chegar à entrada do Sanatório.



 A entrada do Sanatório.

 A partir daqui vou pôr fotografias do interior do Sanatório mas vou dividi-las por partes, primeiro vou pôr fotografias dos corredores, que me parecem um bocado fantasmagóricos.





 Corredores do Sanatório.





 Corredores do Sanatório.





 Corredores do Sanatório.





 Corredores do Sanatório.





 Corredores do Sanatório.

 No interior do Sanatório, ao nível do piso térreo existe uma enorme Capela.



 O altar da Capela interior do Sanatório.



 As paredes laterais da Capela.



 As paredes laterais da Capela.



 As paredes laterais da Capela.



 Mesmo na entrada, em frente ao altar tem um segundo piso, que seria para um piano ou para um órgão.



 Agora ainda no piso térreo, estou mesmo em frente à escadaria principal, que tinha 2 elevadores em caixa aberta protegidos por rede.



 Se olharmos com atenção para a laje que cobre a caixa da escadaria principal, vemos as furações da Laje da Casa de Máquinas dos Elevadores, vemos as furações para os Cabos de Suspensão e para os Limitadores de Velocidade.



 Agora vou descer para a cave, e vou ver como está o fundo do Poço dos Elevadores.



 A descer a escadaria para a Cave.



 No lado direito do Poço do Elevador, vemos uma fixação das Guias ainda com os grampos.



 E como imaginava o fundo do Poço do Elevador está cheio de entulho.



 Agora vou subir a escadaria e vou até ao último piso do Sanatório.



 A escadaria, vou subir até ao último piso do Sanatório.



 Em algumas lajes dos pisos ainda existem fixações dos Elevadores.



 Pela janela deste piso conseguimos ver a Capela interior.



 Cheguei ao último piso do Sanatório.

 Este edifício tem 6 pisos, Cave, Rés do Chão, e depois 1º, 2º e 3º andar, e a Casa de Máquina dos Elevadores ficava no 4º andar, mas já não existem escadas para ir lá acima ver.



 Agora estou no 3º andar, mesmo em frente ao poço onde existiam os 2 Elevadores, a Casa de Máquinas ficava aqui por cima.



 O Sanatório também tem uma escada de serviço, fica mais no interior.



 Mas esta segunda escada que devia ser de serviço, tem um aspecto muito fantasmagórico, vou optar por não subir por ela.



 Vou agora percorrer algumas das salas ao nível da Cave, como podemos ver as portas e janelas da Cave estão tapadas com tijolos.



 Salas ao nível da Cave.



 Salas ao nível da Cave.



 Salas ao nível da Cave.



 Salas ao nível da Cave.



 As cozinhas do Sanatório ficavam no piso de cima, no piso térreo.



 As Cozinhas do Sanatório, ao nível do piso térreo.



 As Cozinhas do Sanatório, ao nível do piso térreo.



 O elevador monta-pratos nº 1.

 Nas traseiras da cozinha existiam 2 pequenos elevadores monta-pratos, que serviam para levar a alimentação para os vários pisos do Sanatório.



 O elevador monta-pratos nº 2, estes 2 pequenos elevadores monta-pratos percorriam todos os pisos do Sanatório, desde a Cave até ao 3º andar.



 No meio do Sanatório em todos os pisos existiam estes enormes Salões em circulares, com janelas a toda a volta.



 Os enormes Salões centrais do Sanatório.



 Os enormes Salões centrais do Sanatório.



 Os enormes Salões centrais do Sanatório.



 Os enormes Salões centrais do Sanatório.



 Os enormes Salões centrais do Sanatório.



 Das janelas destes salões centrais do Sanatório, temos uma vista magnífica, tanto para os montes como para o lado de Gondomar.



 Os enormes Salões centrais do Sanatório.

 O chão do Sanatório tinha 2 tipos de revestimento, nos salões e corredores tinha este tipo de tijoleira, que ainda se pode ver em vários locais.

 O chão das enfermarias que ficavam nas laterais do Sanatório, era revestido com tacos de madeira aplicados em espinha, mas como vemos os tacos há muito que já devem ter desaparecido.

 As instalações sanitárias que existiam em todos os pisos, eram todas revestidas com azulejos brancos.

 Existem instalações sanitárias em todos os pisos, nos dois extremos do Sanatório.

 Instalações sanitárias do Sanatório.

 Instalações sanitárias do Sanatório.

 Instalações sanitárias do Sanatório.

 Instalações sanitárias do Sanatório.

 Acessos às enfermarias que ficavam nas laterais do Sanatório.

 As enfermarias que ficavam nas laterais do Sanatório.

 As enfermarias.

 As enfermarias.

 As enfermarias.

 Agora vou percorrer os enormes salões do último piso do Sanatório.

 No último piso do Sanatório, 3º andar.

 No último piso do Sanatório, 3º andar.

 No último piso do Sanatório, 3º andar.

 No último piso do Sanatório, 3º andar.

 Na parte da frente do Sanatório, no último piso existe um enorme terraço de onde vemos tudo à nossa volta.

 No terraço do último piso, 3º andar, vemos quilómetros à nossa volta.

 No terraço do último piso, 3º andar, vemos quilómetros à nossa volta.

 No terraço do último piso, 3º andar, vemos quilómetros à nossa volta.

 No terraço do último piso, 3º andar, vemos quilómetros à nossa volta.

 No terraço do último piso, 3º andar, vemos quilómetros à nossa volta.

 No terraço do último piso, 3º andar, vemos quilómetros à nossa volta.

 Ainda no terraço do último piso, 3º andar, já começa a ficar um bocado escuro, talvez seja melhor ir embora.

 Ainda no terraço do último piso, 3º andar.

 Ainda no terraço do último piso, 3º andar.

 E agora, pela primeira vez desde que entrei no Sanatório vejo alguém meu conhecido, está lá em baixo à minha espera.

 Agora é que me vou mesmo embora, adeus Sanatório.

 Adeus Sanatório.

 A sair do Sanatório do Mont'Alto.

 O final da tarde no Sanatório do Mont'Alto.

 E prontus, terminamos este nosso percurso pedonal que nos levou desde a Ermida da Senhora das Chans, até ao Sanatório do Mont'Alto.



 E mesmo para terminar, espero que seja feita uma nova proposta no sentido de transformar este edifício do antigo Sanatório do Mont'Alto numa pousada da Juventude, e que essa proposta não seja novamente rejeitada no Parlamento.

 Fernando Almeida