Uma agradável Coincidência, que me fez
recordar o tempo em que trabalhava na Fábrica de Elevadores da
Efacec.
Vou então contar como é que me aconteceu essa agradável Coincidência,
que me fez recordar o tempo em que trabalhava na Arroteia, na Fábrica de Elevadores da Efacec.
Ando há meses a fazer uma pesquisa sobre uma Pedreira
de Ardósias, ainda não sei se a Pedreira teve o seu início pelas mãos do
meu avô António Paulino, por volta de 1905 ou se já vem do tempo
dos meus bisavós, a zona de exploração dessa Pedreira mudou 4 vezes de localização, e teve
vários proprietários, até que foi absorvida pela Empresa
de Lousas de Valongo, mas ainda existe como empresa.
Tenho essa pesquisa bastante adiantada, mas gostava de ter as
datas de todas as mudanças de localização e de proprietários dessas minas. Primeiro
tentei arranjar essas datas no Registo Comercial de Valongo e também procurar no Arquivo Distrital no Porto, mas só consegui registos a
partir do ano de 1961, porque já estavam informatizados, todos os registos anteriores já estão arquivados nas catacumbas, dos Registos Centrais.
Depois lembrei-me que em tempos existia em Valongo o Sindicato dos Mineiros e o Acervo Mineiro.
Era no primeiro andar deste edifício onde estavam instalados o Sindicato dos Mineiros, e o Acervo Mineiro de Valongo, por cima da antiga frutaria do Sr. Rocha e da
barbearia do Gaspar, na Rua de São Mamede.
Mas essas instalações já estão fechadas há muitos anos, andei a fazer umas perguntas e disseram-me que talvez encontrasse alguma documentação sobre as Minas, no Museu Municipal e Arquivo Histórico de Valongo.
O Museu Municipal e Arquivo Histórico de Valongo, funcionam neste Edifício que era desde há 180 sede dos Paços do Concelho de Valongo, na Rua de São Mamede.
Cheguei ao Museu e falei com a menina que estava na recepção, perguntei-lhe se o Espólio do Acervo Mineiro de Valongo estaria arquivado no Museu, ela não sabia, mas prontificou-se a chamar a Dra. Paula, responsável pelo Museu, que talvez me esclarecesse sobre o assunto.
Quando em 1837, Valongo foi elevado a concelho, foi neste edifício que se instalaram, por arrendamento, os diferentes serviços públicos. Só em 1874 por autorização do rei Dom Luís I, é que o Edifício foi adquirido pela Câmara Municipal, pela quantia de três contos e quatrocentos mil réis.
Entretanto chega a Dra. Paula, fiz-lhe a mesma pergunta, sobre se estaria arquivada no Museu alguma documentação sobre o Acervo Mineiro ou sobre as Minas de Ardósia de Valongo, mas ela informou-me que o Museu não alberga objectos, todos os documentos estão à guarda do Arquivo Municipal, mas que a responsável do Arquivo não se encontrava ao serviço.
Continuamos a falar sobre as Minas, então ela vai buscar algumas fotografias que tinham sido entregues ao Museu por uma senhora, quando vi as fotos disse-lhe que era exactamente dessa Pedreira do Paulino que eu estava a falar, essa Pedreira era do meu avô, quando ele faleceu em 1934 foi comprada pelo meu tio Manuel da Costa, que era quem aparecia nas fotografias que me estava a mostrar.
Continuamos a conversar até que aparece um técnico da Empresa de Elevadores Schmitt Sohn, e diz à Dra. Paula que o Elevador já estava pronto, ela perguntou-lhe se ele tinha conseguido eliminar o ruído que o Elevador estava a fazer, ele diz-lhe que sim.
Como era um técnico da "Schmitt" Elevadores e eu como ainda tenho o bichinho dos Elevadores, perguntei-lhe se ele dominava bem o comando "MC10" da Schmitt, ele diz-me que sim, e pergunta-me se eu também trabalhava em Elevadores.
Eu disse-lhe que tinha trabalhado toda a vida em Elevadores, que tinha começado a trabalhar em 1971 com 16 anos, na Efacec Elevadores, e que posteriormente por motivos alheios, fui trabalhar para Schindler Elevadores e Escadas Rolantes.
Acabei o pequeno dialogo com o Técnico de Elevadores da Schmitt, e o técnico lá foi à vida dele, eu continuei com a Dra. Paula, que ouviu o meu pequeno diálogo com o técnico da Schmitt Elevadores.
Depois do técnico da Schmitt Elevadores ir embora, diz-me a Dra. Paula:
- O meu Pai também trabalhou na Efacec Elevadores, se calhar você conheceu-o?
Eu fiquei logo cheio de curiosidade pois conheço toda a gente da Efacec Elevadores e perguntei-lhe:
- Como é que o seu Pai se chama?
- O meu Pai chama-se Manuel Jorge dos Santos Machado, por momentos ainda pensei que fosse filha do meu colega Machado de Recarei, mas ela diz-me que é de Ermesinde.
Quando eu lhe pergunto se é filha do Sr. Jorge Machado, que trabalhou comigo na sala de estudos da Efacec Elevadores e ela me diz que sim, até fiquei emocionado, não resisti, pedi para lhe dar um abraço, na Efacec o Pai da Dra. Paula era conhecido por Sr. Jorge Machado por isso não associei logo o nome.
Continuei o diálogo com a filha do Sr. Jorge Machado, a Dra. Paula e disse-lhe:
- Olhe eu nunca a tinha visto, mas é como se a conhece-se desde sempre. Eu conversava muito com o seu Pai, sei que você é formada em História, sei que na sua viagem de núpcias foi ao Egipto e foi ver as Pirâmides de Gizé, o seu Pai sempre teve o desejo de que você trabalhasse na Câmara de Valongo e você conseguiu.
- A Dr. Paula Machado diz-me que efectivamente foi o seu Pai, quem viu o pedido de uma Museóloga para a Câmara de Valongo, e que a avisou. Ele sabia que ela não queria dar aulas por mais tempo, já lá andava há 15 anos e já tinha feito pós-graduação em Museologia. Ele sabia que ela gostaria de mudar de profissão, para a área que desde criança a apaixonava, que era trabalhar num Museu, e não tinha que ser em Valongo, o local era indiferente, desde que fosse num Museu. Já no ano 2000 tinha tido a hipótese de ir trabalhar para os Museus de Gaia, mas tinha recusado, porque no dia em que foi fazer uma entrevista demorou 3 horas para lá chegar.
- Candidatou-se então para o Museu de Valongo, e acabou por ser ela a escolhida para o cargo, tendo no espaço de 1 ano aberto não 1, mas 3 Museus!
Continuamos a conversar e eu disse-lhe:
- Nos finais dos anos 70, fui trabalhar para a mesma sala de Estudos dos Elevadores onde trabalhava o seu Pai. Nessa altura o chefe já não era o sr. Arlindo Ribeiro que a Dra. Paula conhece, quando fui para lá o chefe era o Eng. Mário Ribeiro.
- Pouco tempo depois de eu ter ido trabalhar para a Sala de Estudos, o Eng. José António saiu da Sala de Estudos e foi trabalhar em conjunto com o Sr. Alberto Moreira para a Sala de Projectos também na Divisão de Elevadores, nessa altura eu ocupei o lugar do Zé António, cuja secretária e estirador era mesmo na frente ao lugar onde estava o seu Pai.
Fotografia também do inicio dos anos 70 da Sala de Estudos da Efacec Elevadores. A sala estava toda equipada com Estiradores da Molin, nesta foto reconheço o Júlio Resende o Valdemiro, o jovem é o Alberto Duarte.
E continuei o meu diálogo com a filha do Sr. Jorge Machado, a Dra. Paula:
- Disse-lhe, sabe a secretária do seu pai ficava no fundo da sala, junto à janela no lado esquerdo, logo à frente dele ficava a minha secretária e o meu estirador.
- O seu Pai só trabalhava em projectos mecânicos relacionados com Elevadores, e eu só tratava da parte eléctrica dos Elevadores, mas dava-me muito bem com ele.
- Lembro-me que que o carro dele era um Renault 12, que gostava muito de passar férias fora do País, mas antes de partir de férias fazia sempre uma revisão geral ao carro, até desmontava os faróis e os farolins, para lubrificar as cocas, para não ganharem ferrugem.
Fotografia também dos inícios dos anos 70, com todo o pessoal da Divisão da Efacec Elevadores, reconheço muitos dos presentes, no meio da fotografia ao fundo aparece o Sr. Jorge Neves que nesta altura já devia ser o Chefe de Divisão. O Sr. Jorge Machado é o primeiro da esquerda que está sentado.
E continuei o diálogo com a filha do Sr. Jorge Machado, a Dra. Paula:
- Sabe, lembro-me de que pelo menos uma vez, fui com o seu Pai e o Eng. Caldeira da Silva, fazer uma formação a Lisboa, sobre Elevadores Hidráulicos, com Instalação Hidráulica da Beringer.
- Passamos uma semana no edifício Sede da Caixa Geral de Depósitos em Lisboa, ainda tenho guardado o canivete Suíço da Beringer, que foi dado a todos os participantes nessa formação, o seu Pai também ainda deve ter o dele.
Os "Estiradores da Molin", que existiam na Sala de Estudos da Efacec Elevadores eram iguais a este. Ainda tenho guardadas duas réguas transparentes da "Molin" iguais às destas fotografia, com os 4 furos para a fixação.
E ainda continuei o diálogo com a filha do Sr. Jorge Machado, a Dra. Paula:
- Essa formação na CGD em Lisboa, foi dada por um Eng. Alemão, o seu Pai estava como peixe na água, pois falava fluentemente Alemão e funcionava muitas vezes como tradutor.
- Ainda me lembro de que quando o Eng. Andrade Ferreira, sucedeu ao Sr. Jorge Neves na direcção da Efacec Elevadores, teve uma secretária que tal como o seu Pai também falava várias línguas, entre elas o Alemão, e era um gosto vê-los a falar Alemão.
- Continuamos a conversar, quando demos por ela já eram duas horas da tarde, os funcionários já tinham fechado as portas do Museu, tinham ido almoçar e já estavam a regressar quando nos despedimos. Ficou combinado eu voltar ao Museu para ver se encontro os tais arquivos do Acervo Mineiro ou das Minas de Ardósia de Valongo.
Outra fotografia na Sala de Estudos da Efacec Elevadores, mas esta já é dos finais dos anos 70, nesta altura eu já tinha sido transferido do Sector de Assistência Técnica para lá.
Nesta fotografia estamos a ter uma reunião no meu estirador que era da marca "Molin", a começar da esquerda estou eu, depois à direita ao fundo está o Eng. José António que na altura usava barba, depois à direita está o Fernando Duarte, depois o Francisco Parracho que também usava barba, depois está o Eng. Filipe Mello, depois o chefe o Eng. Mário Ribeiro, e mais à direita está o Eng Caldeira da Silva.
Nesta fotografia só não aparecem 3 pessoas que na altura também trabalhavam na Sala de Estudos, não aparecem a Maria Arminda, o Sr. Mário Delgadinho, e também não aparece Sr. Jorge Machado, o estirador do Sr. Machado é o que está levantado por trás de nós, se calhar foi ele quem tirou a fotografia.
As máquinas dos Estiradores da Molin, que existiam na Sala de Estudos da Efacec Elevadores eram iguais a estas.
Ainda hoje tenho guardadas como recordação estas duas réguas, que eram dos Estiradores da Molin que existiam na Sala de Estudos da Efacec Elevadores, estas réguas tinham 4 furos para a fixação à máquina do estirador, quando esses furos de fixação ganhavam folga, as réguas ficavam inutilizadas, tinham que ser substituídas, tiravam-se e eram utilizadas como réguas normais.
Todos os planos que aparecem na fotografia acima, são da parte eléctrica de Comandos QCP de Elevadores Efacec, todos eles foram desenhados manualmente em estirador, os desenhos eram feitos em em papel vegetal, para depois ser possível tirar cópias, ainda não existiam máquinas de fotocópias. Os planos eram primeiro desenhados a lápis, depois é que todos os traços, cotas, simbologia, legendas, etc..., eram passados por cima com canetas de tinta "nanquim", para isso eram utilizadas umas canetas próprias que tal como as lapiseiras de minas, também existiam de todas as espessuras de 0,05 a 2,0 m/m.
Neste tempo nos finais dos anos 70, e também durante os anos 80, ainda não se utilizavam computadores, ainda não tinha sido inventado o desenho assistido por Computador, o "Auto-Cad" nem o "Ecad", ainda estavam longe, outros tempos.
Quando nos finais dos anos 70 fui trabalhar para a Fábrica da Arroteia, a Divisão de Elevadores da Efacec ocupava a totalidade dos pavilhões 1 e 2, a fabricação de Máquinas que na altura era chefiada pelo Sr. Fernandino, ocupava metade do pavilhão 3, a outra metade pertencia ao AE (Aparelhagem Eléctrica).
No pavilhão 4 era a recepção e a expedição de materiais, que na altura era chefiado pelo Sr. Guimarães, no pavilhão 5 era a carpintaria do Sr. Oliveirinha, o edifício 6 era a zona de escritórios onde estavam todos os serviços que não eram de mão de obra directa, existia a sala da Preparação que era chefiada pelo Sr. Ferreira, a sala de Estudos que era chefiada pelo Eng. Mário Ribeiro, depois era o gabinete do Director que era o Sr. Jorge Neves, e muitos outros gabinetes onde estavam instalados todos os outros serviços da Divisão de Elevadores
Quando nos finais dos anos 70 fui transferido do sector de assistência, que era na Rua de Sá da Bandeira no Porto, para a sala de estudos da Divisão de Elevadores na fábrica da Arroteia, passei da categoria de Oficial para Técnico Fabril, fui subindo até que ao fim de alguns anos atingi em o topo da categoria que era Técnico Fabril mais de 6 anos.
Atingindo a categoria de Técnico Fabril mais de 6 anos, as promoções deixavam de ser automáticas pelo numero de anos, a parti dai só existiam subidas de categoria por mérito.
Mas em 1990 achei que já era altura de passar para a categoria de projectista, fiz por escrito um pedido para ser reclassificado, reuni numa pasta muitas dezenas de planos de Placas de Circuitos Impressos (PCB), de planos da Instalação Eléctrica de Elevadores com Comandos "QAS", com Comandos "QCN", Comandos "QS", Comandos "QCP", etc...
Até tinha planos de armários para capsular quadros, juntei uma quantidade enorme de planos, tudo para mostrar quando fosse avaliado, quando mostrei aquela quantidade de documentação ao Eng. Mário Ribeiro, que era o meu chefe ele chamou-me à realidade.
Algumas dos PCB de Circuitos Impressos projectados por mim.
O Eng. Mário Ribeiro chamou-me à realidade, e disse-me que na realidade todos os planos que tinha reunido na pasta tinham sido desenhados por mim, até tinham a minha assinatura na legenda, mas que não eram projectos meus, eram projectos de outros, que tinham sido adaptados e redesenhados por mim para outras instalações.
Disse-me que para a minha avaliação só poderia apresentar projectos meus, tudo o resto não iria contar, quando ele me disse aquilo fiquei um bocado apreensivo por ter pedido para ser avaliado para Reclassificação.
À excepção de alguns Circuitos Impressos, PCB que ponho a seguir, nos anos 70 todos os outros Circuitos Impressos que fiz, eram feitos utilizando estas decalco-manias. Também como recordação ainda hoje tenho guardadas muitas destas decalco-manias, do tempo em que trabalhava na Sala de Estudos.
Mas depois o Eng. Mário Ribeiro auxiliou-me a fazer a escolha de projectos mesmo meus, aí fiquei com uma pasta de documentação para a avaliação muito mais reduzida, mas eram tudo de coisas projectadas e desenvolvidas por mim, tinha vários Circuitos Impressos, PCB, tinha projectos da parte eléctrica de várias instalações, e tinha como projecto principal o Comando QCP Hidráulico.
Este Comando QCP Hidráulico contemplava todo o tipo de opções que os Elevadores pudessem ter, estava previsto para funcionar com Elevadores com Patim Móvel e Portas Semi-Automáticas no Patamar, mas também estava previsto para funcionar com Elevadores com Portas Automáticas tanto na Cabina como no Patamar, também estava previsto para funcionar com Centrais Hidráulicas de Arranque Directo, ou com Centrais Hidráulicas com Arranque Estrela-Triângulo, também podia funcionar só com uma Central Hidráulica, ou então com uma Central Hidráulica Dupla.
Enfim acho que esse Comando QCP Hidráulico dos anos 80, cobria a grande maioria das opções que os Elevadores pudessem ter.
Ainda hoje tenho em meu poder uma pasta com todos esses planos do Comando QCP Hidrálico, mas antes deste Comando QCP Hidrálico já tinha desenvolvido um outro Comando Hidráulico, mas era um Comando tipo QAS, era muito baseado em Relés de 3 Inversores e contactores, mas já lhe tinha introduzido muitas modernices dos anos 80, actualmente ainda existem alguns destes primeiros Comandos QAS Hidráulicos em funcionamento.
Na pasta que fiz para a minha avaliação, também juntei todos os planos deste Comando QAS Hidráulico, juntei também planos de muitas coisas avulso de que agora não me lembro, mas mesmo assim estava um bocado apreensivo com a avaliação.
Alguns dos muitos planos que fazem parte do tal Comando QCP Hidráulico, que deve ter contribuído muito para a minha reclassificação como projectista.
Quem me veio fazer a avaliação para ser reclassificado como Projectista, foi um engenheiro do "ID" (Investigação e Desenvolvimento), estiveram presentes nessa avaliação o meu chefe directo o Eng. Mário Ribeiro, e o Chefe da Divisão de Elevadores o Sr. Jorge Neves.
O avaliador viu toda a documentação que eu apresentei, fez-me algumas perguntas rápidas, levou com ele a pasta que eu tinha preparado, com toda documentação para analisar, e disse que posteriormente daria a resposta ao pedido.
Passados poucos dias recebi a resposta, o pedido foi deferido, tenho pena mas já procurei e não encontro esse documento do deferimento do meu pedido para ser reclassificado como Projectista, com a assinatura do Eng. que me fez a avaliação, de quem já não me lembro do nome, quando mais tarde andei a frequentar os cursos de Electrónica Básica, e de Electrónica de Potência, esse Eng. que me fez a avaliação ministrava uma disciplina.
Aspecto de alguns dos Comandos QCP Hidráulicos, ainda existem muitas dezenas em funcionamento, por exemplo no Pavilhão Multiusos de Matosinhos ainda existem 4 em funcionamento, estas fotografias são de lá.
Como se pode ver nos recibos de vencimento da Efacec, passei a Projectista no mês de Abril de 1988, tive um aumento de vencimento de 6130 Escudos, mas mais do que o aumento de vencimento a passagem a Projectista encheu-me de orgulho, fiquei muito agradecido ao Eng. Mário Ribeiro, por me ter auxiliado quando me chamou à razão, e eu entendi que, fazer um desenho de um projecto feito por outra pessoa, não nos torna projectistas.
Vou utilizar esta Placa de Emergência para dar um exemplo do que quero dizer com a frase, fazer um desenho de um projecto feito por outra pessoa, não nos torna projectistas.
Todos os desenhos relacionados com esta Placa de Emergência, desde fazer todo o PCB para o Circuito Impresso, que ainda foi feito com a tecnologia das decalco-manias, também todos os planos, quer da Implantação de Materiais, do Esquemas Eléctrico, o Plano H com a listagem de todos os materias, etc..., foram feitos por mim.
Depois também fui eu quem fabriquei todas as placas que foram produzidas, também fui eu quem fiz a posta em marcha de todas as instalações onde essa placa foi utilizada, por exemplo na torre de 14 pisos do Centro Regional de Segurança Social de Aveiro, montei um quadro com duas destas Placas de Emergência, a gerir uma Bateria de 6 Elevadores Isostop de 2 m/s, a funcionar com energia de Emergência, que era fornecida por um grupo gerador que só aguentava com 1 Elevador de cada vez.
Mas apesar de tudo o que estava relacionado com esta Placa, para funcionamento de um grupo de Elevadores com Energia de Emergência ter sido feito por mim, não podia apresentar esta Placa como um projecto meu, porque na realidade quem a projectou foi o Francisco Parracho.
Este são alguns dos circuitos Impressos, PCB, projectados por mim onde já não utilizei as tais decalco-manias.
Na altura apareceu no mercado um programa de desenho de Circuitos Impressos, chamado Smart-Work-PCB, que já dava para desenhar os Circuitos Impressos no computador, mas se o tivesse feito com decalco-manias não teria ficado com tantas dores de cabeça.
Tive que pedir ajuda ao Mafra que na altura era o homem da informática para os printar, tiveram que ser printados na plotter em papel normal, e tiveram que ser no tamanho A1, ampliados quatro vezes, depois tive que por as cotas exactas, para que me convertessem o Circuito Impresso para o tamanho real, só depois puderam ser passados para película fotográfica, para que finalmente se pudessem fazer os Circuitos Impresso em fibra de vidro.
Enfim deu cá uma trabalheira, mais valia ter utilizado decalco-manias, mais tarde apareceu o Programa ECAD, foi com ele que o Belmiro Madeira e o Eng. Teixeira Dias, fizeram as Placas para os Comandos CPU, para os Comandos Multi-Mic, e tudo o que se seguiu.
Mais tarde em Fevereiro de 1990, já com o Eng. Andrade Ferreira como Director da Efacec Elevadores S.A., voltei a ser reclassificado para a categoria de Técnico Industrial, que era a categoria máxima que eu poderia atingir, a partir daí começava a Engenharia.
Nessa altura tive um aumento de 11000 Escudos, para além do aumento de vencimento a categoria de Técnico Industrial, deu-me direito a um passe que me autorizava a meter o carro no parque interior, atrás do Edifício da Robótica, já não tinha que deixar o carro no parque do outro lado da linha dos Caminho de Ferro que vai para Leixões, e depois ter que fazer quase 1 km à chuva até chegar à Divisão dos Elevadores, enfim coisas antigas, mas que para mim foram muito são importantes.
Em Valongo para além do Museu Municipal e do Arquivo Histórico, também existe o Museu da Lousa, que fica na freguesia de Campo.
Resolvi fazer esta publicação porque gostei muito desta Coincidência, em que fiquei a conhecer a filha do Sr. Jorge Machado, na visita que fiz ao Museu Municipal e Arquivo Histórico de Valongo, que me fez recordar tempos antigos vividos na Fábrica de Elevadores da Efacec na Arroteia.
Resolvi então ir ao Museu ver se encontrava alguma documentação sobre as Minas de Ardósia de Valongo.
Entretanto chega a Dra. Paula, fiz-lhe a mesma pergunta, sobre se estaria arquivada no Museu alguma documentação sobre o Acervo Mineiro ou sobre as Minas de Ardósia de Valongo, mas ela informou-me que o Museu não alberga objectos, todos os documentos estão à guarda do Arquivo Municipal, mas que a responsável do Arquivo não se encontrava ao serviço.
Continuamos a falar sobre as Minas, então ela vai buscar algumas fotografias que tinham sido entregues ao Museu por uma senhora, quando vi as fotos disse-lhe que era exactamente dessa Pedreira do Paulino que eu estava a falar, essa Pedreira era do meu avô, quando ele faleceu em 1934 foi comprada pelo meu tio Manuel da Costa, que era quem aparecia nas fotografias que me estava a mostrar.
Continuamos a conversar até que aparece um técnico da Empresa de Elevadores Schmitt Sohn, e diz à Dra. Paula que o Elevador já estava pronto, ela perguntou-lhe se ele tinha conseguido eliminar o ruído que o Elevador estava a fazer, ele diz-lhe que sim.
Como era um técnico da "Schmitt" Elevadores e eu como ainda tenho o bichinho dos Elevadores, perguntei-lhe se ele dominava bem o comando "MC10" da Schmitt, ele diz-me que sim, e pergunta-me se eu também trabalhava em Elevadores.
Eu disse-lhe que tinha trabalhado toda a vida em Elevadores, que tinha começado a trabalhar em 1971 com 16 anos, na Efacec Elevadores, e que posteriormente por motivos alheios, fui trabalhar para Schindler Elevadores e Escadas Rolantes.
Acabei o pequeno dialogo com o Técnico de Elevadores da Schmitt, e o técnico lá foi à vida dele, eu continuei com a Dra. Paula, que ouviu o meu pequeno diálogo com o técnico da Schmitt Elevadores.
Depois do técnico da Schmitt Elevadores ir embora, diz-me a Dra. Paula:
- O meu Pai também trabalhou na Efacec Elevadores, se calhar você conheceu-o?
Eu fiquei logo cheio de curiosidade pois conheço toda a gente da Efacec Elevadores e perguntei-lhe:
- Como é que o seu Pai se chama?
- O meu Pai chama-se Manuel Jorge dos Santos Machado, por momentos ainda pensei que fosse filha do meu colega Machado de Recarei, mas ela diz-me que é de Ermesinde.
Quando eu lhe pergunto se é filha do Sr. Jorge Machado, que trabalhou comigo na sala de estudos da Efacec Elevadores e ela me diz que sim, até fiquei emocionado, não resisti, pedi para lhe dar um abraço, na Efacec o Pai da Dra. Paula era conhecido por Sr. Jorge Machado por isso não associei logo o nome.
Fotografia do início dos anos 70 da antiga Sala de Estudos da Efacec
Elevadores, nesta altura a Sala de Estudos ainda funcionava no Edifício da Aparelhagem Eléctrica, mais conhecida por "AE", funcionava em conjunto com os Estudos Gerais. Nesta foto reconheço o Júlio
Resende o Valdemiro, o Sr. Jorge Machado e o Sr. Arlindo Ribeiro que devia ser
o chefe da sala.
- Olhe eu nunca a tinha visto, mas é como se a conhece-se desde sempre. Eu conversava muito com o seu Pai, sei que você é formada em História, sei que na sua viagem de núpcias foi ao Egipto e foi ver as Pirâmides de Gizé, o seu Pai sempre teve o desejo de que você trabalhasse na Câmara de Valongo e você conseguiu.
- A Dr. Paula Machado diz-me que efectivamente foi o seu Pai, quem viu o pedido de uma Museóloga para a Câmara de Valongo, e que a avisou. Ele sabia que ela não queria dar aulas por mais tempo, já lá andava há 15 anos e já tinha feito pós-graduação em Museologia. Ele sabia que ela gostaria de mudar de profissão, para a área que desde criança a apaixonava, que era trabalhar num Museu, e não tinha que ser em Valongo, o local era indiferente, desde que fosse num Museu. Já no ano 2000 tinha tido a hipótese de ir trabalhar para os Museus de Gaia, mas tinha recusado, porque no dia em que foi fazer uma entrevista demorou 3 horas para lá chegar.
- Candidatou-se então para o Museu de Valongo, e acabou por ser ela a escolhida para o cargo, tendo no espaço de 1 ano aberto não 1, mas 3 Museus!
Continuamos a conversar e eu disse-lhe:
- Nos finais dos anos 70, fui trabalhar para a mesma sala de Estudos dos Elevadores onde trabalhava o seu Pai. Nessa altura o chefe já não era o sr. Arlindo Ribeiro que a Dra. Paula conhece, quando fui para lá o chefe era o Eng. Mário Ribeiro.
- Pouco tempo depois de eu ter ido trabalhar para a Sala de Estudos, o Eng. José António saiu da Sala de Estudos e foi trabalhar em conjunto com o Sr. Alberto Moreira para a Sala de Projectos também na Divisão de Elevadores, nessa altura eu ocupei o lugar do Zé António, cuja secretária e estirador era mesmo na frente ao lugar onde estava o seu Pai.
E continuei o meu diálogo com a filha do Sr. Jorge Machado, a Dra. Paula:
- Disse-lhe, sabe a secretária do seu pai ficava no fundo da sala, junto à janela no lado esquerdo, logo à frente dele ficava a minha secretária e o meu estirador.
- O seu Pai só trabalhava em projectos mecânicos relacionados com Elevadores, e eu só tratava da parte eléctrica dos Elevadores, mas dava-me muito bem com ele.
- Lembro-me que que o carro dele era um Renault 12, que gostava muito de passar férias fora do País, mas antes de partir de férias fazia sempre uma revisão geral ao carro, até desmontava os faróis e os farolins, para lubrificar as cocas, para não ganharem ferrugem.
E continuei o diálogo com a filha do Sr. Jorge Machado, a Dra. Paula:
- Sabe, lembro-me de que pelo menos uma vez, fui com o seu Pai e o Eng. Caldeira da Silva, fazer uma formação a Lisboa, sobre Elevadores Hidráulicos, com Instalação Hidráulica da Beringer.
- Passamos uma semana no edifício Sede da Caixa Geral de Depósitos em Lisboa, ainda tenho guardado o canivete Suíço da Beringer, que foi dado a todos os participantes nessa formação, o seu Pai também ainda deve ter o dele.
E ainda continuei o diálogo com a filha do Sr. Jorge Machado, a Dra. Paula:
- Essa formação na CGD em Lisboa, foi dada por um Eng. Alemão, o seu Pai estava como peixe na água, pois falava fluentemente Alemão e funcionava muitas vezes como tradutor.
- Ainda me lembro de que quando o Eng. Andrade Ferreira, sucedeu ao Sr. Jorge Neves na direcção da Efacec Elevadores, teve uma secretária que tal como o seu Pai também falava várias línguas, entre elas o Alemão, e era um gosto vê-los a falar Alemão.
- Continuamos a conversar, quando demos por ela já eram duas horas da tarde, os funcionários já tinham fechado as portas do Museu, tinham ido almoçar e já estavam a regressar quando nos despedimos. Ficou combinado eu voltar ao Museu para ver se encontro os tais arquivos do Acervo Mineiro ou das Minas de Ardósia de Valongo.
Nesta fotografia estamos a ter uma reunião no meu estirador que era da marca "Molin", a começar da esquerda estou eu, depois à direita ao fundo está o Eng. José António que na altura usava barba, depois à direita está o Fernando Duarte, depois o Francisco Parracho que também usava barba, depois está o Eng. Filipe Mello, depois o chefe o Eng. Mário Ribeiro, e mais à direita está o Eng Caldeira da Silva.
Nesta fotografia só não aparecem 3 pessoas que na altura também trabalhavam na Sala de Estudos, não aparecem a Maria Arminda, o Sr. Mário Delgadinho, e também não aparece Sr. Jorge Machado, o estirador do Sr. Machado é o que está levantado por trás de nós, se calhar foi ele quem tirou a fotografia.
Todos os planos que aparecem na fotografia acima, são da parte eléctrica de Comandos QCP de Elevadores Efacec, todos eles foram desenhados manualmente em estirador, os desenhos eram feitos em em papel vegetal, para depois ser possível tirar cópias, ainda não existiam máquinas de fotocópias. Os planos eram primeiro desenhados a lápis, depois é que todos os traços, cotas, simbologia, legendas, etc..., eram passados por cima com canetas de tinta "nanquim", para isso eram utilizadas umas canetas próprias que tal como as lapiseiras de minas, também existiam de todas as espessuras de 0,05 a 2,0 m/m.
Neste tempo nos finais dos anos 70, e também durante os anos 80, ainda não se utilizavam computadores, ainda não tinha sido inventado o desenho assistido por Computador, o "Auto-Cad" nem o "Ecad", ainda estavam longe, outros tempos.
No pavilhão 4 era a recepção e a expedição de materiais, que na altura era chefiado pelo Sr. Guimarães, no pavilhão 5 era a carpintaria do Sr. Oliveirinha, o edifício 6 era a zona de escritórios onde estavam todos os serviços que não eram de mão de obra directa, existia a sala da Preparação que era chefiada pelo Sr. Ferreira, a sala de Estudos que era chefiada pelo Eng. Mário Ribeiro, depois era o gabinete do Director que era o Sr. Jorge Neves, e muitos outros gabinetes onde estavam instalados todos os outros serviços da Divisão de Elevadores
Atingindo a categoria de Técnico Fabril mais de 6 anos, as promoções deixavam de ser automáticas pelo numero de anos, a parti dai só existiam subidas de categoria por mérito.
Mas em 1990 achei que já era altura de passar para a categoria de projectista, fiz por escrito um pedido para ser reclassificado, reuni numa pasta muitas dezenas de planos de Placas de Circuitos Impressos (PCB), de planos da Instalação Eléctrica de Elevadores com Comandos "QAS", com Comandos "QCN", Comandos "QS", Comandos "QCP", etc...
Até tinha planos de armários para capsular quadros, juntei uma quantidade enorme de planos, tudo para mostrar quando fosse avaliado, quando mostrei aquela quantidade de documentação ao Eng. Mário Ribeiro, que era o meu chefe ele chamou-me à realidade.
O Eng. Mário Ribeiro chamou-me à realidade, e disse-me que na realidade todos os planos que tinha reunido na pasta tinham sido desenhados por mim, até tinham a minha assinatura na legenda, mas que não eram projectos meus, eram projectos de outros, que tinham sido adaptados e redesenhados por mim para outras instalações.
Disse-me que para a minha avaliação só poderia apresentar projectos meus, tudo o resto não iria contar, quando ele me disse aquilo fiquei um bocado apreensivo por ter pedido para ser avaliado para Reclassificação.
Mas depois o Eng. Mário Ribeiro auxiliou-me a fazer a escolha de projectos mesmo meus, aí fiquei com uma pasta de documentação para a avaliação muito mais reduzida, mas eram tudo de coisas projectadas e desenvolvidas por mim, tinha vários Circuitos Impressos, PCB, tinha projectos da parte eléctrica de várias instalações, e tinha como projecto principal o Comando QCP Hidráulico.
Este Comando QCP Hidráulico contemplava todo o tipo de opções que os Elevadores pudessem ter, estava previsto para funcionar com Elevadores com Patim Móvel e Portas Semi-Automáticas no Patamar, mas também estava previsto para funcionar com Elevadores com Portas Automáticas tanto na Cabina como no Patamar, também estava previsto para funcionar com Centrais Hidráulicas de Arranque Directo, ou com Centrais Hidráulicas com Arranque Estrela-Triângulo, também podia funcionar só com uma Central Hidráulica, ou então com uma Central Hidráulica Dupla.
Enfim acho que esse Comando QCP Hidráulico dos anos 80, cobria a grande maioria das opções que os Elevadores pudessem ter.
Ainda hoje tenho em meu poder uma pasta com todos esses planos do Comando QCP Hidrálico, mas antes deste Comando QCP Hidrálico já tinha desenvolvido um outro Comando Hidráulico, mas era um Comando tipo QAS, era muito baseado em Relés de 3 Inversores e contactores, mas já lhe tinha introduzido muitas modernices dos anos 80, actualmente ainda existem alguns destes primeiros Comandos QAS Hidráulicos em funcionamento.
Na pasta que fiz para a minha avaliação, também juntei todos os planos deste Comando QAS Hidráulico, juntei também planos de muitas coisas avulso de que agora não me lembro, mas mesmo assim estava um bocado apreensivo com a avaliação.
Quem me veio fazer a avaliação para ser reclassificado como Projectista, foi um engenheiro do "ID" (Investigação e Desenvolvimento), estiveram presentes nessa avaliação o meu chefe directo o Eng. Mário Ribeiro, e o Chefe da Divisão de Elevadores o Sr. Jorge Neves.
O avaliador viu toda a documentação que eu apresentei, fez-me algumas perguntas rápidas, levou com ele a pasta que eu tinha preparado, com toda documentação para analisar, e disse que posteriormente daria a resposta ao pedido.
Passados poucos dias recebi a resposta, o pedido foi deferido, tenho pena mas já procurei e não encontro esse documento do deferimento do meu pedido para ser reclassificado como Projectista, com a assinatura do Eng. que me fez a avaliação, de quem já não me lembro do nome, quando mais tarde andei a frequentar os cursos de Electrónica Básica, e de Electrónica de Potência, esse Eng. que me fez a avaliação ministrava uma disciplina.
Como se pode ver nos recibos de vencimento da Efacec, passei a Projectista no mês de Abril de 1988, tive um aumento de vencimento de 6130 Escudos, mas mais do que o aumento de vencimento a passagem a Projectista encheu-me de orgulho, fiquei muito agradecido ao Eng. Mário Ribeiro, por me ter auxiliado quando me chamou à razão, e eu entendi que, fazer um desenho de um projecto feito por outra pessoa, não nos torna projectistas.
Todos os desenhos relacionados com esta Placa de Emergência, desde fazer todo o PCB para o Circuito Impresso, que ainda foi feito com a tecnologia das decalco-manias, também todos os planos, quer da Implantação de Materiais, do Esquemas Eléctrico, o Plano H com a listagem de todos os materias, etc..., foram feitos por mim.
Depois também fui eu quem fabriquei todas as placas que foram produzidas, também fui eu quem fiz a posta em marcha de todas as instalações onde essa placa foi utilizada, por exemplo na torre de 14 pisos do Centro Regional de Segurança Social de Aveiro, montei um quadro com duas destas Placas de Emergência, a gerir uma Bateria de 6 Elevadores Isostop de 2 m/s, a funcionar com energia de Emergência, que era fornecida por um grupo gerador que só aguentava com 1 Elevador de cada vez.
Mas apesar de tudo o que estava relacionado com esta Placa, para funcionamento de um grupo de Elevadores com Energia de Emergência ter sido feito por mim, não podia apresentar esta Placa como um projecto meu, porque na realidade quem a projectou foi o Francisco Parracho.
Na altura apareceu no mercado um programa de desenho de Circuitos Impressos, chamado Smart-Work-PCB, que já dava para desenhar os Circuitos Impressos no computador, mas se o tivesse feito com decalco-manias não teria ficado com tantas dores de cabeça.
Tive que pedir ajuda ao Mafra que na altura era o homem da informática para os printar, tiveram que ser printados na plotter em papel normal, e tiveram que ser no tamanho A1, ampliados quatro vezes, depois tive que por as cotas exactas, para que me convertessem o Circuito Impresso para o tamanho real, só depois puderam ser passados para película fotográfica, para que finalmente se pudessem fazer os Circuitos Impresso em fibra de vidro.
Enfim deu cá uma trabalheira, mais valia ter utilizado decalco-manias, mais tarde apareceu o Programa ECAD, foi com ele que o Belmiro Madeira e o Eng. Teixeira Dias, fizeram as Placas para os Comandos CPU, para os Comandos Multi-Mic, e tudo o que se seguiu.
Mais tarde em Fevereiro de 1990, já com o Eng. Andrade Ferreira como Director da Efacec Elevadores S.A., voltei a ser reclassificado para a categoria de Técnico Industrial, que era a categoria máxima que eu poderia atingir, a partir daí começava a Engenharia.
Nessa altura tive um aumento de 11000 Escudos, para além do aumento de vencimento a categoria de Técnico Industrial, deu-me direito a um passe que me autorizava a meter o carro no parque interior, atrás do Edifício da Robótica, já não tinha que deixar o carro no parque do outro lado da linha dos Caminho de Ferro que vai para Leixões, e depois ter que fazer quase 1 km à chuva até chegar à Divisão dos Elevadores, enfim coisas antigas, mas que para mim foram muito são importantes.
Resolvi fazer esta publicação porque gostei muito desta Coincidência, em que fiquei a conhecer a filha do Sr. Jorge Machado, na visita que fiz ao Museu Municipal e Arquivo Histórico de Valongo, que me fez recordar tempos antigos vividos na Fábrica de Elevadores da Efacec na Arroteia.
Fernando Almeida
















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